Em uma época sem internet, ouvi e conhecer as bandas de rock no Brasil é um trabalho quase impossível! Mesmo que naqueles primeiros anos, o rock brazuca já começava a despontar na grande mídia, e a culminar no primeiro Rock In Rio de 1985, as noticias sobre este gênero musical eram raridades! Nos anos 70 era pior, mesmo que tivéssemos grandes bandas brasileiras de rock, elas não chegavam ao grande público.
Foi aí que em setembro de 1983 chegava as bancas o primeiro número da REVISTA ROLL, é claro com seu conteúdo todo voltado ao mundo do rock. A inovação começava com o assunto principal da publicação, pois até então as revistas voltadas ao publico jovem que tratavam de música, abordavam temas como equipamentos de som e instrumentos musicais. O interior da revista, em seus anos iniciais, era totalmente em preto e branco, somente com a capa colorida, e só depois de alguns anos ela se tornou totalmente colorida.
A REVISTA ROLL sempre abriu espaço para as bandas nacionais que começavam a tocar nas rádios naquela época, e claro falar das gringas também. Era um deleite para quem curtia rock, ainda mais que a revista era feita por gente que entendia do assunto e quase totalmente independente! Esse conhecimento musical de rock, era um diferencial em comparação ás outras revistas do gênero! Um dos seus colaboradores era um jovem jornalista chamado Paulo Ricardo Medeiros, que tirando o sobrenome, depois se tornaria o líder do R.P.M.
No final da década de 80, a revista acabou por completo devido ao enorme sucesso de outra publicação de mesmo tema, a BIZZ, com um melhor acabamento e tinha a grande Editora Abril por trás. Mas a REVISTA ROLL marcou época.
Chispita foi uma telenovela mexicana infantil exibida pelo SBT em 1984 com 172 capítulos, às 18h00. A história é uma adaptação da telenovela argentina Andrea Celeste, produzida em 1979. Não foi a primeira produção mexicana exibida pelo canal, em 1982 já tínhamos assistido Os Ricos Também Choram!
A história começa quando María Luisa (Angélica Aragón) e seu marido sofrem um terrível acidente, no qual o marido morre e ela perde a memória. Após o acidente, María Luisa não lembra que tem uma filha, Isabel (Lucerito), que se torna órfã e é levada para o orfanato do Pe. Eugenio (Gastón Tuset). Quando Isabel faz 10 anos, é adotada por Alexandre (Enrique Lizalde), homem respeitável, generoso, viúvo e com dois filhos: João Carlos e Lili (Usi Velasco). Quando Isabel é levada à casa, imediatamente se identifica com Glória (Alma Delfina), a empregada, que se torna sua grande amiga, assim como João Carlos, o que não acontece com Lili e Irene (Renata Flores), sua tutora, e as duas tornam a vida impossível para Isabel, fazendo a menina sofrer um bocado!. Chispita ainda contou com a ajuda de um anjo da guarda (Alberto Mayagoitía) para conquistar o coração duro da pequena Lili, e reencontrar sua verdadeira mãe, que ela sempre acreditou estar morta. Como um milagre, Bertha (Hilda Aguirre) aparece, ela é irmã de caridade que leva Maria Luisa para trabalhar no orfanato em que Isabel viveu por anos e ainda frequenta. Bertha quer convencer Isabel a procurar sua mãe, devido a seu estranho desaparecimento. Entanto, María Luisa tem outro nome, todos a chamam como Lucía, devido à sua falta de memória. Enredo tipicamente mexicano!
Chispita era uma novela curta em seu país de origem, mas devido ao seu sucesso, o SBT passou a exibir capítulos curtos e sendo exibida em dois horários no mesmo dia, fazendo com a trama se estendesse por nove meses! O sucesso foi bem maior do que a novela anterior, Os Ricos Também Choram. Durante os anos que viriam, ela ainda foi repisada sete vezes. Em 1987, ganhou um remake, intitulado “Luz Clarita”. Desta vez, foi Daniela Luján a encarregada de dar vida ao drama da personagem-título, que agora, ao invés de um anjo da guarda, tinha uma fada-madrinha, a bela e carinhosa Dana (Sandra Echeverría).
A abertura da novela era feita uma montagem de um quebra-cabeça, cuja gravura era uma criança em um bosque. Ao final, sempre faltava a peça que representa o pai ou a mãe. Havia ainda créditos em ângulos.Esta abertura nada mais é que um plágio da abertura de Pai Herói, novela de Janete Clair, exibida pela Rede Globo em 1979.
Chispita é considerada uma novela infantil, mas como uma grade carga de emoção onde a protagonista sofre o tempo todo. Mesmo assim, fugindo dos padrões de produções infantis da época e de hoje até, a criançada adorava e torcia para a doce menina de tranças, que pregava o amor fosse feliz no final.
Vereda Tropical, telenovela brasileira, produzida e exibida
pela Rede Globo, no horário das 19 horas, entre 23 de julho de 1984 e 1 de
fevereiro de 1985, em 167 capítulos, substituindo Transas e CaretasFoi a 33ª "novela das sete" exibida
pela emissora, que continua o legado do horário com tramas leves e de comédia! Explorava desencontros amorosos, conflitos de classe e disputas por poder dentro de uma família. Escrita por Carlos Lombardi, com argumento, supervisão de texto e colaboração de Silvio de Abreu e direção de Jorge Fernando e Guel Arraes.
A história era bem divertida, que começa com a operária Silvana (Lucélia Santos) é abandonada grávida pelo
namorado, que morreu logo. Fugindo do cerco do sogro Vicente (Walmor Chagas) que queria a posse do neto, Silvana vai
morar na Vila do Prazeres. Na vila ela conhece a família da viúva Bina (Geórgia Gomide),
proprietária da cantina italiana La Tavola de Michele. Silvana passa então a
ser cortejada pelos dois filhos mais velhos de Bina: o romântico e tímido
Marco (Paulo Betti), e Luca (Mário Gomes), um talentoso centroavante que procura emprego por diversos times
de São Paulo. Depois de muitas reviravoltas, é Luca que conquista o coração de Silvana, e se torna amigo
do filho dela, Zeca (Jonas Torres), filho de Silvana. Com passar do tempo, o
romance de Silvana e Luca fica tumultuado, por causa do gênio esquentado dos
dois e pela presença de Verônica (Maria Zilda), que joga todo seu charme sobre Luca. Mas, a
complicação maior é por parte de Vicente, o pai de Verônica que arma
uma verdadeira guerra pela posse do seu neto, Zeca.
No último capítulo, o jogador Luca (Mário Gomes), descoberto
pelo Corinthians, estreia no lotado estádio do Morumbi, em São Paulo. A
gravação foi um acontecimento memorável: o personagem chegou de helicóptero ao
gramado antes do jogo em que o Corinthians enfrentava o Vasco da Gama. Quando o
centroavante Serginho marcou o seu segundo gol, o ator Mário Gomes invadiu o
campo vestindo o uniforme do clube e comemorou abraçando o atacante. O juiz da
partida, José Assis de Aragão, diante do fato inesperado, teve um momento de
indecisão, mas expulsou o ator do gramado. O caso irritou os dirigentes da
Confederação Brasileira dos Árbitros (Cobraf), que suspeitaram que o juiz tinha
favorecido a entrada do ator. A Rede Globo inocentou Aragão, declarando que
tudo havia sido improvisado. O gol de Luca teve a narração de Osmar Santos. O jogo terminou empatado em 2X2 e os 40 mil torcedores protestaram contra o mau desempenho de seus jogadores pedindo a entrada em campo de Mário Gomes, gritando “Luca! Luca! Luca!”.
Uns dos destaques da novela era o personagem Téo (Marcos Frota) que era gago, tímido, medroso e com uma imaginação fértil. Téo tenta a todo custo se aproximar da mãe, Catarina (Marieta Severo), e do avô, Oliva
(Walmor Chagas), mas não é bem recebido por nenhum dos dois. Além disso, não
sabe como se aproximar das mulheres, nem fazer amigos. Solitário, vive em um
mundo paralelo, onde volta e meia imagina ser um super-herói: o Super-Téo, uma paródia do Superman. Aos
poucos, o rapaz se aproxima de Gabi (Cristina Pereira). No final da história,
consegue conquistar seu amor. Alias, a novela trazia várias paródias de filmes famosos, como Indiana Jones!
Uma curiosidade: um perfume com o nome da novela foi lançado no mercado, fazendo sucesso com o público feminino. Assita agora o primeiro capitulo da novela:
VEREDA TROPICAL Autoria: Carlos Lombardi Supervisão de texto: Silvio de Abreu Direção: Jorge Fernando e Guel Arraes Período de exibição: 23/07/1984 – 01/02/1985 Horário: 19h Nº de capítulos: 184
Começou no rádio no Rio de Janeiro na década de 1950, sendo um programa humorístico criado por Max Nunes e Paulo Gracindo. Ele apresentava os quadros humorísticos, supostamente passados nos apartamentos de um edifício residencial fictício, onde moravam as personagens, onde tudo pode ocorrer! Em 1968 migrou para a TV Globo, dirigido por Lúcio Mauro e era transmitido ao vivo, servindo de inspiração para vários programas de humor da TV copiados até hoje. Dentre seus "condôminos" estavam o saudoso Costinha, Colê, Lilico, Castrinho, José Santa Cruz, Berta Loran, Marina Miranda, Tutuca e outros tantos.
O formato da TV era igual ao da rádio e logo se tornou um sucesso de audiência e seus bordões eram repetidos em todas as rodas de conversa. Sucesso absoluto! Max Nunes afirmou que usou como fonte de inspiração as chamadas “cabeças de porco”, moradias ocupadas por famílias numerosas onde todo mundo se espremia para viver no Rio de Janeiro da década de 50, após a Segunda Guerra Mundial. Com o sucesso do programa, Balança Mas Não Cai virou o apelido de um edifício – igualmente superpopuloso – na esquina da Rua Santana com a Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio.
Vamos aos personagens clássicos do programa que serviu (ou simplesmente copiado até) de inspiração para outros humoristas!
PRIMO POBRE, PRIMO RICO
O Primo Pobre (Brandão Filho) sempre visitava seu Primo Rico (Paulo Gracindo) na esperança de descolar um trocado ou um pouquinho de comida, mas sempre sai com as mãos vazias com as tiradas sarcásticas de seu Primo trilhardário de rico! O bordão exclamado pelo Primos era: Primo, você é ótimo!" A dupla ainda era acompanhada pelo mordomo Charles que exclamava aos gritos um YES SIR sempre que era chamado pelo patrão, assustando o Primo Pobre! O mordomo foi interpretado por Arnaldo Artilheiro e depois por Tony Tornado nos anos 80! Uma curiosidade: o famoso "Ricardão", que significa "amante de mulher casada" foi criado neste quadro de humor, onde o Primo Rico sempre dizia que sua esposa estava fazendo compras com um rapaz! Homem civilizado e pouco afeito às pequenezas do espírito, o milionário parecia não perceber que estava sendo enganado e tinha até afeição pelo rapaz, a quem chamava de “Ricardão”
FERNANDO E OFÉLIA
No início era vivido por Lúcio Mauro e Sônia Mamede, que formava um casal onde recebia em sua casa celebridades como visitas. As visitas ficavam estarrecidas com as gafes cometidas pela Ofélia, sempre em decorrência de pronúncias erradas! Ofélia não se dava conta de sua ignorância e soltava seu bordão: "Eu só abro a boca quando eu tenho certeza!" Em 1999, Lúcio Mauro volta a encarnar Fernandinho no Zorra Total desta vez ao lado da atriz Claudia Rodrigues!
BELEZA
Um cara que apesar de feio, vesgo e sem dentes e se achava irresistível! Mas mesmo assim, fazia sucesso com as mulheres! Foi interpretado por Carlos Leite!
CLEMENTINO E DONA JULIETA
Clementino (Tutuca), o faxineiro ingênuo que não percebia a paixão que provocava na secretária do escritório onde trabalhava – “Como é boa essa secretária! Ah, se ela me desse bola!” era o seu bordão. A secretária foi interpretado por várias atrizes!
Depois da TV Globo em 1968, Balança Mas Não Cai passou a ser exibido na TV Tupi em 1972 e só voltou à grade de programação da TV Globo dez anos depois, nas tardes de domingo. A equipe era a mesma, e a produção, de José Carlos Santos. Paulo Silvino, que já havia substituído Augusto César Vannucci em alguns programas da primeira fase, era o apresentador. No ano seguinte, contudo, o programa foi cancelado! Marcou época e deixou saudades!
Neste ano de 2017, A REVOLUÇÃO RUSSA, completa exatos 100 anos, sendo exatamente no dia 25 de outubro de 1917, começava a insurreição soviética. A construção do Estado soviético pelos
membros do partido bolchevique resultou em uma mudança das formas de
desenvolvimento econômico não só para a Rússia, mas para o mundo como um todo.
Diferente da sociedade Ocidental que tinha como base a indústria dentro da propriedade privada baseada nas ações da
burguesia, a sociedade russa tinha como centro de seus alicerces o próprio Estado. Desta forma, o Estado soviético passou a ser o detentor
da propriedade dos meios de produção, formando uma ditadura diferente de qualquer outro lugar no mundo, onde os membros do partido
bolchevique e administradores das empresas controlavam tudo.
Mas por que ocorreu A REVOLUÇÃO RUSSA?
O objetivo era tirar do poder o Czar Nicolau II e tentar estabelecer uma república popular, de cunho liberal. Antes, a população sofria muito, pois tudo era concentrado nos centros urbanos, onde os trabalhadores era submetidos entre 12 e 16 horas de trabalho diário. Além disso, recebiam pouca alimentação, adquiriram muitas doenças, trabalhando em locais imundos sem nenhuma condição de higiene. Esta situação fez crescer as ideias socialistas. Então, o Czar abdicou de seu trono a força, dando o poder a um governo provisório, que tinha no comando o príncipe Georgy Lvov. Mas o governo provisório não agradou a população. Na madrugada do dia 25 de outubro os bolcheviques, que tinha como líder Lênin, Zinoviev e Radeck, seguidos por socialistas revolucionários e elementos anarquistas, seguiram até a sede do Governo Provisório e o invadiram. Se instalava o Socialismo!
CONSEQUÊNCIAS
Os Bolcheviques impuseram o governo socialista soviético. Ao assumir, Lênin retirou o país da Primeira Guerra Mundial, e criou o Partido Comunista. Ele também implantou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, URSS, que tornou-se uma das maiores potências econômicas e militares do globo, até sua queda no fim dos anos 80! A democracia que foi prometida durante a revolução não ocorreu pois o Partido Comunista reprimia toda e qualquer manifestação que era considerada contra os princípios socialistas. O regime durou quase 70 anos!
Em 1965, nos primórdios da Rede Globo, em suas tardes a partir das 17hs, quando as crianças voltavam da escola, o Capitão Furacão entrava navegando pela TV. Ao vivo, durante duas horas (naquela época não tinha novela das 6 ou 7), ele levantava as âncoras assumia o leme da programação infantil do canal! Sua vestimenta era mesmo de um capitão de navio, com quepe na cabeça, mãos no leme, jaqueta azul e longa barba branca.
Cada programa era uma viagem embalada com histórias de marujos, acompanhada de conselhos aos novos marinheiros com desenhos animados e filmes curtos. A garotada que quisesse fazer parte da tripulação recebia uma carterinha de grumete. Para isso, bastava enviar para a produção do programa uma foto e o rótulo do produto de um dos patrocinadores que era a Confeitaria Gerbô ou as calças Furacão. Em um mês, mais de 3 mil grumetes cadastrados embarcaram no programa todas as tardes.
O Capitão era interpretado pelo ator Pietro Mário que diz que se inspirou em um programa dos Estados Unidos chamado Capitain Canguru . O personagem seria, segundo Pietro, um velho lobo do mar aposentado que hoje gostaria de contar suas antigas aventuras às crianças. No segundo ano de viagem, o programa ganhou um imediato, a atriz Elizâmgela, que até hoje trabalha nas novelas. Ela era que auxiliava o capitão, como por exemplo encarregada de prestar homenagem aos aniversariantes do dia.
O programa era líder de audiência no Rio de Janeiro, tanto é que ele tinha até uma assessoria da própria Marinha do Brasil, promovendo passeios com as crianças na baia de Guanabara e até mesmo visitas a um submarino de verdade. Além disto, tudo ainda incentivava as crianças a estudarem, e serem bons cidadãos, coisa que sumiram dos programas infantis atuais. Infelizmente, o programa saiu do ar em meados de 1970, quando foi superado em audiência pelo Clube do Capitão AZA, apresentado pelo já falecido Wilson Viana na extinta TV Tupi.
Trecho do especial da TVE "Um Olhar Infantil" no início dos anos 90. Pietro Mario e Elisângela falam do programa Capitão Furacão.
Nunca fui fã de musical, o gênero que explodiu nos anos 40 e 50, mas este filme em sua simplicidade conseguiu tornar os musicais em um fenômeno inesquecível do cinema! CANTANDO NA CHUVA de 1952, tornou um clássico! Interessante é que o filme em sua estreia não fez um grande sucesso, somente anos depois veio seu reconhecimento!
O filme é uma comédia musical, com piadas bem sutis mas engraçadas, com uma excelente trilha sonora e suas cenas de dança excepcionais. A sua trama também é interessante, pois conta a transição do cinema mudo para o cinema falado, e os atores tentando se adaptar a esta nova tecnologia, o que de tempos em tempos acontece na vida de qualquer um de nós! Como você acha que foi a transição da maquina de escrever para o computador? Mas vamos detalhar a história....
Um astro do cinema mudo, Don Lockwood (Gene Kelly) e sua parceira de filmes Lina Lamont (Jean Hagen), formam o casal das estrelas. Os dois são os maiores sucessos do cinema, onde não se usava o som ainda. Então chega o cinema com som, e os dois tem que se adaptar, ou seja começam a realizar filmes falados! Vários problemas surgem a partir daí, como por exemplo a dificuldade dos técnicos e sincronizar o som das falas dos personagens com as imagens da telas. O primeiro filme falado da dupla de astros, em uma Premiere é vaiado e ridicularizado pelos expectadores. Fadado ao fracasso, o amigo de Don, Cosmo (Donald O’Connor), tem a ideia de tornar o filme musical o que salvaria a reputação de Don como astro de cinema. Mas ai, sua parceira, Lina Lamont tem uma voz horrível, bem irritante o que impede dela cantar no filme. Solução? Usar uma dubladora para Lina. A dubladora é a atriz e dançarina Kathy Selden (Debbie Reynolds - a mãe de Carrie Fisher, a atriz que interpretou a Princesa Leia na saga Guerra nas Estrelas). Kathy tem uma excelente voz e sua nova estreia o filme é um sucesso. No final a chata Lina Lamont é desmascarada e o casal Don e Kathy vivem felizes para sempre. Aliás, a paixão de Don por Kathy é que a prenuncia para o ato de dança de Don que dar origem ao nome do filme e se tornou umas das cenas mais célebres e lembradas da história do cinema, quando o personagem de Kelly, Don, canta o música tema sobre uma chuva! A cena virou lenda! Veja abaixo:
O trio principal dos protagonistas eram Don Lockwood (Gene Kelly), Kathy Selden (Debbie Reynolds) e Cosmo (Donald O’Connor). Donald O’Connor está sensacional em seus números de dança, inclusive os solos. Suas performances tem a genialidade da dança e humor embutido. Donald ganhou o Globo de Ouro de Melhor ator Coadjuvante, totalmente merecido. Na minha opinião, as cenas de Donald são as melhores do filme. Em outra cena célebre do filme, os três dançam e cantam a música "Good Morning" onde reviram a mobília da casa. Reynolds não estava acostumado a dançar naquele ritmo e seus pés sangraram durante a atuação da cena. Veja ai...
Outra cena hilária é quando Don e Lina estão atuando em seu último filme mudo, e estão discutindo devido a um incidente na noite anterior envolvendo Kathy. A cena é engraçada por como no filme, seus personagens estão apaixonados, suas expressões são de amor, ternura e carinho, mas na realidade estão discutindo. Como a cena não tem som e nem falas, apenas imagem, fica muito engraçada! Outras cenas hilarias: início de carreira de Don e Cosmo; aula de dicção de Don e Cosmo.
Em uma época em que cinema ainda é muito mas teatral do que visual, o filme prima pela arte da dança em uma homenagem ao próprio cinema. E algumas curiosidades:
As músicas foram criadas antes do roteiro, com as músicas prontas, os roteiristas tiveram que montar uma história que “casasse” com as músicas que já haviam sido escritas.
A chuva que aparece no filme era uma mistura de água e leite, para que as gotas dessem “volume” e se destacassem durante a cena.
No roteiro original a famosa cena de Gene Kelly cantarolando na chuva não existia, após alguns ajustes ela foi incluída e tornou-se uma das cenas mais célebres de toda a história do cinema.
Gene Kelly e Debbie Reynolds, não se deram muito bem durante as gravações, Gene chegou a maltratá-la pelo fato de Debbie não ser uma dançarina profissional, mas há males que vem para o bem: Fred Astaire acabou dando uma ajuda para Debbie. Anos depois a atriz disse que sobreviver a esse filme e dar a luz foram as coisas mais difíceis que ela fez na vida.
Gene Kelly co-dirigiu o filme com Stanley Donen, que mostra que além de ator, cantor e dançarino manda muito bem na direção, misturando na dose certa humor, romance, drama e música! Assista e esqueça La La Land...