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domingo, 4 de junho de 2017

CANTANDO NA CHUVA - FILME (1952)


Nunca fui fã de musical, o gênero que explodiu nos anos 40 e 50, mas este filme em sua simplicidade conseguiu tornar os musicais em um fenômeno inesquecível do cinema! CANTANDO NA CHUVA de 1952, tornou um clássico! Interessante é que o filme em sua estreia não fez um grande sucesso, somente anos depois veio seu reconhecimento!

O filme é uma comédia musical, com piadas bem sutis mas engraçadas, com uma excelente trilha sonora e suas cenas de dança excepcionais. A sua trama também é interessante, pois conta a transição do cinema mudo para o cinema falado, e os atores tentando se adaptar a esta nova tecnologia, o que de tempos em tempos acontece na vida de qualquer um de nós! Como você acha que foi a transição da maquina de escrever para o computador? Mas vamos detalhar a história....

Um astro do cinema mudo, Don Lockwood (Gene Kelly) e sua parceira de filmes Lina Lamont (Jean Hagen), formam o casal das estrelas. Os dois são os maiores sucessos do cinema, onde não se usava o som ainda. Então chega o cinema com som, e os dois tem que se adaptar, ou seja começam a realizar filmes falados! Vários problemas surgem a partir daí, como por exemplo a dificuldade dos técnicos e sincronizar o som das falas dos personagens com as imagens da telas. O primeiro filme falado da dupla de astros, em uma Premiere é vaiado e ridicularizado pelos expectadores. Fadado ao fracasso, o amigo de Don, Cosmo (Donald O’Connor), tem a ideia de tornar o filme musical o que salvaria a reputação de Don como astro de cinema. Mas ai, sua parceira, Lina Lamont tem uma voz horrível, bem irritante o que impede dela cantar no filme. Solução? Usar uma dubladora para Lina. A dubladora é a atriz e dançarina Kathy Selden (Debbie Reynolds - a mãe de Carrie Fisher, a atriz que interpretou a Princesa Leia na saga Guerra nas Estrelas). Kathy tem uma excelente voz e sua nova estreia o filme é um sucesso. No final a chata Lina Lamont é desmascarada e o casal Don e Kathy vivem felizes para sempre. Aliás, a paixão de Don por Kathy é que a prenuncia para o ato de dança de Don que dar origem ao nome do filme e se tornou umas das cenas mais célebres e lembradas da história do cinema, quando o personagem de Kelly, Don, canta o música tema sobre uma chuva! A cena virou lenda! Veja abaixo:



O trio principal dos protagonistas eram Don Lockwood (Gene Kelly), Kathy Selden (Debbie Reynolds) e Cosmo (Donald O’Connor). Donald O’Connor está sensacional em seus números de dança, inclusive os solos. Suas performances tem a genialidade da dança e humor embutido. Donald ganhou o Globo de Ouro de Melhor ator Coadjuvante, totalmente merecido. Na minha opinião, as cenas de Donald são as melhores do filme. Em outra cena célebre do filme, os três dançam e cantam a música "Good Morning" onde reviram a mobília da casa. Reynolds não estava acostumado a dançar naquele ritmo e seus pés sangraram durante a atuação da cena. Veja ai...



Outra cena hilária é quando Don e Lina estão atuando em seu último filme mudo, e estão discutindo devido a um incidente na noite anterior envolvendo Kathy. A cena é engraçada por como no filme, seus personagens estão apaixonados, suas expressões são de amor, ternura e carinho, mas na realidade estão discutindo. Como a cena não tem som e nem falas, apenas imagem, fica muito engraçada! Outras cenas hilarias: início de carreira de Don e Cosmo; aula de dicção de Don e Cosmo.

Em uma época em que cinema ainda é muito mas teatral do que visual, o filme prima pela arte da dança em uma homenagem ao próprio cinema. E algumas curiosidades:


  • As músicas foram criadas antes do roteiro, com as músicas prontas, os roteiristas tiveram que montar uma história que “casasse” com as músicas que já haviam sido escritas.
  • A chuva que aparece no filme era uma mistura de água e leite, para que as gotas dessem “volume” e se destacassem durante a cena.
  • No roteiro original a famosa cena de Gene Kelly cantarolando na chuva não existia, após alguns ajustes ela foi incluída e tornou-se uma das cenas mais célebres de toda a história do cinema. 
  • Gene Kelly e Debbie Reynolds, não se deram muito bem durante as gravações, Gene chegou a maltratá-la pelo fato de Debbie não ser uma dançarina profissional, mas há males que vem para o bem: Fred Astaire acabou dando uma ajuda para Debbie. Anos depois a atriz disse que sobreviver a esse filme e dar a luz foram as coisas mais difíceis que ela fez na vida.
Gene Kelly co-dirigiu o filme com Stanley Donen, que mostra que além de ator, cantor e dançarino manda muito bem na direção, misturando na dose certa humor, romance, drama e música! Assista e esqueça La La Land...




quarta-feira, 5 de abril de 2017

APERTEM OS CINTOS...O PILOTO SUMIU! - FILME (1980)


Uns dos filmes mais engraçados de todos os tempos! Aqui você pode sentar na poltrona e preparar a garganta para rir muito! Apertem os Cintos... o Piloto Sumiu! (Airplane) é um filme que inovou na comédia devido seu humor "nonsense" (ou "besteirol" no Brasil), em que tudo pode acontecer a qualquer momento sem se preocupar com a lógica biológica, física ou moral, onde o lado escrachado prevalece. Veja só: Uma velhinha se suicida e ninguém faz nada! Uma mulher é espancada pelo simples motivo de esta nervosa! Crianças promíscuas sexualmente! O nariz do médico cresce quando ele mente! Capitão do avião, que não consegue esconder suas tendências pedófilas! Os bons costumes aqui não tem vez! Muito divertido! A série do cinema Todo Mundo em Pânico e "Não é Mais um Besteirol Americano", se inspiram aqui!

O filme é conhecido (como o próprio nome diz) como uma paródia da série do cinema Aeroporto! Mas na realidade, é uma  paródia de outro filme: Zero Hour! ("Entre a Vida e a Morte", no Brasil) produzido em 1957! Assim, o enredo deste filme é exatamente igual ao do Apertem os Cintos... o Piloto Sumiu! (Airplane)! A mesma situação, os mesmos nomes dos atores principais, o mesmo tom dramático, ou seja, igualzinho mesmo! Zero Hour! apresenta personagens onde os atores exageram em suas atuações e citações o que deixa o filme com tom de comédia, apesar de ter sido produzido para ser sério! Apertem os Cintos... o Piloto Sumiu! (Airplane)! apresenta exatamente esse tom em nível mais elevado e explícito! Genial! O filme é uma mistura dos dois e de tantos outros filmes.


Na história de Apertem os Cintos... o Piloto Sumiu! (Airplane) ou Zero Hour, Ted Striker, um ex-piloto combatente de uma guerra não nomeada, tornou-se traumatizado e tinha medo de voar. Elaine, a aeromoça é a paixão de Striker, onde ele tenta reconquista-la a todo custo, até mesmo embarcando em vôo com ela.  Após o jantar os passageiros e pilotos adoecem,  assim o avião fica a deriva. Elaine ativa o auto-piloto do avião, na verdade , um grande boneco inflável chamado "Otto", que é bem tarado. Elaine percebe que Striker, é o único capaz de pousar o avião. Em toda esta situação é que se desenrola as esquetes do filme. 

Outros filmes, além de Aeroporto e Zero Hour, são satirizados durante a exibição do filme. Como por exemplo, a  dança de John Travolta de "Os Embalos de Sábado à Noite", a cena de "A um Passo da Eternidade" do casal se beijando na praia e "Tubarão", onde a cauda do avião imita barbatana do peixe. Mas, diferente da série "Todo Mundo em Pânico" ou "Não é Mais um Besteirol Americano", aqui você não precisa conhecer todos os filmes satirizados apresentados no filme. Basta relaxar que o riso chega fácil. No inicio do filme, vimos as diversas gags das mais diversas, como por exemplo em uma banca de revista que aparece uma placa que diz "Whacking Material", que na tradução significa Material para Punheteiros! As piadas aqui aparecem o tempo todo! Piscou o olho, perdeu uma! Isso é até legal, por que podemos rever o filme diversas vezes e sempre encontrar uma piada nova!


Filmado em poucos dias, menos de um mês, no final de 1979, Apertem os Cintos... o Piloto Sumiu! (Airplane) custou 3,5 milhões de dólares e arrecadou mais de 80 milhões nas bilheterias só na América do Norte. No resto mundo, sucesso também! Saudades destas comédias....

Veja a seguir alguns personagens:
  • O capitão do avião é  Clarence Oveur (Peter Graves), que é pedófilo e fica animado quando entra na cabine um garotinho sorridente.  Ele pergunta para o garoto: "Joey, você já viu um homem adulto pelado?", ou "Você gosta de filmes de gladiadores?". O sobrenome do capitão, Oveur tem a mesma pronúncia de "over", ou "câmbio";  a expressão usada em comunicações via rádio, que significa "entendido". Oveur, se confunde com a palavra Câmbio em inglês, o que confunde a torre do aeroporto.
  • O co-piloto chama-se Roger Murdock, interpretado pelo astro do basquete da época Kareem Abdul-Jabbar. Logo descobrimos que o personagem é o próprio Kareem fazendo-se passar por piloto de avião, numa divertida brincadeira de metalinguagem! Em "Zero Hour!", quem interpretou o piloto do avião foi Elroy "Crazylegs" Hirsch, um famoso jogador de futebol americano.
  • O controlador de voo Johnny, meio afeminado que passa o filme soltando piadas. Em um momento, Johnny desliga as luzes da pista de pouso no momento mais tenso da aterrissagem, e diz: "Brincadeirinha!"
  • Uma dupla de negros  que só se comunica usando gírias incompreensíveis o que só uma senhora consegue entender! Ela conversando com a dupla é hilária! 
  • Uma freira cantora que toca folk! Ela é interpretada pela cantora da vida real Maureen McGovern. Maureen cantou canções de filmes catástrofes, "O Destino do Poseidon" (1972) e "Inferno na Torre" (1974). Até mesmo a canção romântica de SUPERMAN - O FILME (1978)
  • Hare-krishnas vestidos a rigor que passam o filme pedindo doações até irritar um comandante, até levarem uma surra.
  • Um médico (Leslie Nielsen!!!) que o nariz cresce quando mente.
  • Ted Striker, o piloto traumatizado de guerra, que também tem um problema com a bebida, onde toda vez que vai tentar beber qualquer coisa, erra a boca e joga o copo no próprio rosto!
  • O controlador de voo Steve McCroskey (Lloyd Bridges) que do meio para o fim passar a usar todo tipo de droga!  

 
A cena mais engraçada do filme!

quarta-feira, 25 de março de 2015

HISTÓRIAS QUE NOSSAS BABÁS NÃO CONTAVAM - FILME - 1979


"Será que o lobo mal só comeu a vovozinha, o chapeuzinho vermelho não???" É com esta pergunta que começa esse filme brasileiro escrachado de 1979 do gênero pornochanchada, dirigido por Oswaldo de Oliveira. Pelo cartaz você já percebeu que o filme é uma paródia da história da Branca de Neve.

Hoje nosso cinema brasileiro está cheio de comédias com atores globais (ou seria apenas um, o Leandro Hassum??), e quase todas contam a mesma piada! Saudades do tempo que o politicamente incorreto não era proibido e sim até uma regra nas comédias. Até mesmo grandes atores hoje, como o Tom Hanks, enveredaram por este caminho. Hanks estrelou o divertidíssimo filme a A Ultima Festa de Solteiro (Barchelor Party, 1984) Aqui nesta resenha, vamos falar de deste filme que representou bem a o pornochanchada brasileira.

Como uma paródia da clássica história infantil da "Branca de Neve", o filme tem várias parâmetros, só que de forma esculachada e quase erótica. Afinal o termo pornochanchada vem de comédia com tons eróticos sem ter cenas de sexo explícito, apenas simulação. Isso no Brasil da ditadura repressora dos anos 70.  Mas vamos ao filme...

A atriz morena e linda Adele Fátima ( simbolo sexual da época) faz o papel principal, sendo a de Clara das Neves que era cobiçada por todos do reino. A rainha consulta seu espelho (gay!!) e pergunta: "Espelho meu, existe alguma mulher mais bonita e gostosa do que eu?" No que ele responde Clara das Neves!! Com inveja e ainda com ciumes, pois o príncipe estava apaixonada pela ingenua e gostosa princesa, a rainha manda matar-la. E é aqui que entra a melhor parte do filme: o caçador, interpretado pelo saudoso Costinha. Costinha vai de encontro com Clara, mas não consegue mata-la, pois fica enfeitiçado pela sensualidade da princesa. Ao invés de mata-la, Costinha resolve transar com ela e como na história original entregue o coração de um animal para a rainha. A participação de Costinha é hilária!!! Até quando ele entrega o coração para a rainha comer, a cena é engraçadíssima! 

Após fugir do caçador, Clara das Neves encontra os 7 anões, todos tarados! Opa...todos não! Menos um, que era gay! Esse anãozinho gay rende também boas risadas, por que ele fica enciumado, pois todos os outros agora só querem saber de Clara das Neves e não mais dele! E ela tenta seduzi-lo, mas em vão! E o anão que seria o mudo Dunga, era uns dos mais tarados, e sempre estava ali com Clara das Neves. E esse anão tinha um aspecto meio bizarro! Mas Clara encarava todos....

E o final? Bom o final é diferente da original, pois Clara das Neves prefere ficar com os anões tarados do que com o príncipe! E o príncipe para não ficar sozinho, fica com o anãozinho gay!!! Hilário! E todos gozaram felizes para sempre!!

Procure o filme no Youtube e divirta-se!




domingo, 21 de setembro de 2014

SUPERMAN - O FILME (1978)



Antes da era digital, o cinema era mais introspectivo onde prevalecia era o roteiro! Filmes com super-hérois era raríssimos, até por que as condições tecnológicas de antigamente impediam a produção deste tipo de filme, sem que virasse uma completa piada nas telas. O que isso mudaria em 1978 com a estreia de SUPERMAN - O FILME!

 SUPERMAN - O FILME catapultou para a estratosfera a imaginação de um herói verdadeiro, onde os valores morais ainda tinha certa revelia no fim dos anos 70. O filme não só trazia para a tela grande uma personagem da cultura pop, como foi um marco para a época tanto nos efeitos especiais, como um roteiro robusto que fez as plateias do mundo inteiro acreditar que um homem podia voar!

"Você vai acreditar que o homem pode voar!" Esse era o slogan do filme na época do seu lançamento. Realmente, o que vimos nas telas impressiona em termos das cenas de vôos do herói. Isso em uma época que não se tinha computação gráfica, onde todos os efeitos de vôo eram feitas "no braço"! Não só as cenas de voô, mas a trilha sonora, a atuação dos atores, a direção, tudo funciona no filme! Superman realmente estava voando...

                   

O sonho começou a ser moldado quando os Alexander e Ilya Salkind conseguiram os direitos de filmar o herói. O primeiro passo foi garantir nomes de "peso" do cinema da época para dar credibilidade ao filme. O primeiro foi Mario Puzo, roteirista do "O Poderoso Chefão", foi contratado para escrever o roteiro de dois filmes, que seriam rodados ao mesmo tempo. Outra inovação do filme para a época.  Para uns dos papéis principais foram escalados a lenda viva Marlon Brando, no papel de Jor-El. Brando recebeu a quantia de 2 milhões de dólares para apenas ficar em torno de 20 minutos no filme. Salário este maior do que todos os outros atores do filme somados que trabalharam a película toda. Outra inovação!!! No outro papel, Gene Hackman como o inimigo, Lex Luthor. Só no nome destes dois, era suficiente para atrais os investidores, e a pré-produção teve inicio.

Mas quem iria dar vida ao Supermam? Os produtores queriam um nome também de peso para o herói, como Robert Redford e Paul Newman. Mas para o diretor,  Richard Donner, Superman deveria ser vivido por um completo ator desconhecido. O escolhido foi Christopher Reeve, e aí, o homem já podia voar. Reeve ficou tão perfeito no papel, que hoje é quase impossível dissociar sua imagem do Homem de Aço. 

Mas nem tudo foi fácil para completar o filme. Várias brigas entre os produtores e o diretor atrasaram a produção. A base da discussão era que Richard Donner queria uma história mais perto da realidade, e já os produtores queria algo mais cômico, perto do que se lia na histórias em quadrinhos do Supermam na época.  O resultado foi que no meio da produção do segundo filme (já com o primeiro em exibição dos cinemas do mundo inteiro), Donner foi demitido. Boa parte do elenco foi-se com ele, como Brando e Hackman. O resultado final que vimos na tela no primeiro filme e segundo é uma mistura das duas idéias de Donner e dos produtores. O que claro ficou mais evidente no segundo filme, e desencabou total na comédia no terceiro filme.

Apesar que as continuações da franquia foram perdendo credibilidade durante os anos, o primeiro filme tornou-se um marco na história do cinema, e abriu as portas para filmes com heróis em quadrinhos. Sim, o homem podia voar!!!

                                








domingo, 6 de abril de 2014

POLTERGEIST - O FENÔMENO (FILME 1982)

"ELES ESTÃO AQUI!"

Poltergeist (do alemão poltern, que significa ruído, e geist, que significa espírito) é um tipo de evento sobrenatural que se manifesta deslocando objetos e fazendo ruídos. No fenômeno poltergeist um espírito perturbado usa o indivíduo para se manifestar, às vezes de forma agressiva, fazendo objetos como pedras, por exemplo, voarem pelos ares atingindo objetos e outras pessoas. Mas este não é foco deste post, e sim sobre uns dos filmes mais assustadores de todos os tempos, POLTERGEIST - O FENÔMENO, de 1982 escrito e produzido pelo mago Steven Spielberg e dirigido por Tobe Hooper, com trilha sonora de Jerry Goldsmith.

O filme trata de um clichê dos filmes de terror, uma casa mal assombrada habitada por uma família comum. É provável que o filme de maior sucesso com este tema seja O Horror de Amityville, de 1979. Neste caso, era baseado em uma história real, já Poltergeist é uma ficção (com elementos reais), o que deu aos roteiristas a oportunidade devcriar uma história assustadora. O filme é bastante parecido com um episódio da série de TV americana "Twilight Zone" chamado "Little Girl Lost", que teria servido de inspiração para a obra.

A família do filme é composta por Steven (Craig T. Nelson), sua esposa Diane Freeling (JoBeth Williams), os filhos Dana (Dominique Dunne), Robbie (Oliver Robins) e a caçula CarolAnne (Heather O'Rourke). Tudo ia bem até que CarolAnne começa a conversar com a TV e moveis se movimentam pela casa. Durante uma tempestade, em que um árvore ganha vida, a pequena caçula desaparece dentro do armário de seu quarto. A partir daí, a família começa a se comunicar com a menina pela TV. Uma equipe de parapsicólogos e uma poderosa médium são contratados para tentar trazer CarolAnne de volta. Mas a tarefa não será fácil, pois terão que enfrentar espíritos furiosos e manifestações demoníacas. A explicação para o está ocorrendo é que a casa foi construída em cima de um antigo cementério. Nada mais justo do que os antigos inquilinos (os mortos) reivindicarem seu antigo lar. A cena mais assustadora do filme é a participação de um palhaço de brinquedo que tenta sufocar uns dos filhos do casal. O que ele estava mesmo sendo sufocado pelo palhaço!! Tente assistir esta cena sozinho, em dia chuvoso e de madrugada, numa casa de campo isolada.

 
Esse filme apresenta uma lenda dele ser amaldiçoado, pois muitos do elenco tiveram mortes violentas ou sem explicação. Veja e se assuste:
Dominique Dunne
  • Dominique Dunne (Dana Freeling): O namorado dela, John Thomas Sweeney, era muito ciumento! Com a carreira de Dominique em ascensão, John foi ficando cada vez pior e chegou a espanca-la algumas vezes. Claro que ela pediu o fim do namoro, o que ele não aceitou, até que ele invadiu a casa dela e a estrangulou. Depois de alguns dias em coma, ela faleceu. Isso foi logo depois do primeiro filme ser lançado, o que no segundo Poltergeist, ela nem é mencionada.
  • Julian Beck (Reverendo Henry Kene): vilão do segundo filme, morreu em 1985 durante as filmagens da continuação de câncer no estômago.
  • Will Sampson (índio Taylor): morreu pouco depois do lançamento do segundo filme por complicações em uma cirurgia cardíaca em 1987.
  • Heather O´Rourke
  • Heather O'Rourke (Carol Anne):  morreu logo após o fim das filmagens de "Poltergeist III", com apenas 12 anos de idade. Em uma manhã no fim de janeiro de 1988 ela amanheceu muito doente, e vomitava com frequência e desmaiou, sofrendo uma parada cardíaca. Ela chegou a ser levada ao hospital mas acabou falecendo. O que dizem é que o diagnóstico estava errado, o que a garota tinha era uma bloqueio intestinal que ela possuía desde o seu nascimento.
  • Beatrice Straight (doutora Lesh em "Poltergeist I"):  morreu aos 86 anos de pneumonia em 2001.
  • Brian Gibson (diretor de "Poltergeist II"): morreu em 2004 aos 54 anos vitima de Sarcoma de Ewing (Câncer nos ossos), sendo esta doença deveras rara em um adulto.
  • Geraldine Fitzgerald (avó de Carol Anne): morreu do mal de Alzheimer em 2005 aos 91 anos.

Além destas mortes, diversos casos estranhos acontecera, vejam alguns:

  • Zelda Rubenstein, em uma sessão de fotos para o filme "Poltergeist III", uma dasfotos apareceu uma luz brilhante obstruindo seu rosto, no mesmo momento que sua mão havia falecido.
  • A casa em que o primeiro filme foi gravado foi destruída com um terremoto no ano de 1994.
  • Na macabra cena aonde o ator Oliver Robins era sufocado por um palhaço, algo aconteceu de errado e ele estava realmente sendo sufocado. Olha aí o palhaço de novo.
  • JoBeth Williams contou que quando voltava para a casa depois das filmagens do filme os seus quadros estavam todos tortos, ele os indireitava, entretanto quando voltava das filmagens no dia seguinte os quadros estavam novamente tortos.
  • No momento que o namorado de Dominique Dunne a estrangulava ele ouvia a trilha de "Poltergeist I" no volume máximo para encobrir o barulho.
  • Em Potergeist III, os atores não queriam gravar pois estavam com medo da maldição, nesta fase 5 pessoas do elenco já haviam falecido. Por isso muitos dos atores do primeiro filme nem aparecem neste terceiro longa.
  • A quanta parte da franquia já estava em pós-produção, com a morte de Heather acabou sendo cancelada.
  • JoBeth Williams confirmou a história de que nas filmagens do primeiro filme, foram usados esqueletos reais, sendo estes mais baratos do que os de plásticos. Seria esta a explicação pela maldição do filme?

O filme teve ainda duas seqüências: Poltergeist II - o Outro Lado (1986) e Poltergeist III - O Capítulo Final (1988). Poltergeist 4 estava em pró-produção, mas foi cancelado. Depois de 25 anos de Poltergeist, produtores queriam realizar a 4 edição do filme, com o papel da Carol Anne iria ficar a irmã de Heather O'Rourke a semelhança das duas era evidente.



segunda-feira, 17 de março de 2014

OS EMBALOS DE SÁBADO A NOITE - 1977


Este é um daqueles filmes que marcaram uma época. Os produtores souberam passar para as telas, toda uma geração, a geração da Era Disco! Calças boca-de-sino multicoloridas, laquê no cabelo, cabelos Black Power, pílulas anticoncepcionais, costeletas, e outras... O filme conta como é o dia-a-dia de Tony Manero, interpretado por John Travolta. Aliais, foi esse filme que fez de John Travolta um astro do cinema.  

Antes de falar do filme, não posso deixar de comentar a trilha sonora composta pelo Bee Gees. As músicas do filme ficaram em primeiro lugar por várias semanas naquele ano de 1977. E até hoje, em qualquer festa dance tem que tocar as músicas do filme!! Quem tem mais de 35 anos sabe do que eu estou falando...

Tony Manero (J. Travolta), é um típico jovem que mora na periferia de uma grande cidade. Trabalha num emprego que ele detesta, ganhando pouco, tem uma família simples, onde o pai vive desempregado, sem nenhuma perspectiva de melhorar...Mas quando chega sábado a noite, Tony se transforma no rei das discotecas!! Enquanto de dia, Tony não é ninguém, a noite, na pista de dança, ele se torna um deus, ídolo de todos! Somente na pista de dança é que Tony consegue ter sua auto-afirmação. Mas quando acaba o fim de semana, e chega a segunda, a vida de Tony, volta a ser chata, sem graça e sem nenhuma melhoria.

Outra peça no filme é uma garota que Tony conhece e se apaixona, Stefanny. Eles  começam a ter um relacionamento, mas são muito diferentes! Enquanto Tony é imaturo, ela faz o tipo mais inteligente. As vezes, ela zomba dele, e ele acha que ela o esta elogiando! Assim, o filme mostra, também, que duas pessoas muito diferentes podem ter um ótimo relacionamento. Seja de classe social diferente, idades diferentes, etc...

O interssante do filme é que mostra que qualquer um pode ser alguém, desde que tenha talento para algo, o que com certeza todos nós temos!

Então, deixe o cabelo crescer, e vista aquela sua jaqueta roxa com bolinhas amarelas e caia na gandaia....



terça-feira, 19 de novembro de 2013

TUBARÃO - O FILME (1975)

MEDO DE ENTRAR NA ÁGUA?
Você tem medo de altura? Medo de insetos, cobras, escorpiões? Até o medo do escuro, muito comum entre as crianças? Medo da morte? Encontramos várias fobias, mas depois 1975, a hidrofobia aumentou consideravelmente! Isso por culpa de Steven Spielberg, o diretor do filme TUBARÃO! Hidrofobia é o medo de água!

Quem foi ao cinema em 1975 para assistir esse clássico do cinema, saiu com um temor horrível de entrar no mar, mesmo naqueles em que não viviam em uma cidade costeira. Na época, o mundo inteiro comentava o filme,  e as possibilidades dele ocorrer  de verdade! O suspense que Spielberg conseguiu imprimir no filme, foi digno (ou mais!) de qualquer obra de Alfred Hitchcock (1899-1980), o mestre do suspense. Quantas pessoas saíram do cinema assutadas? Basta dizer, que TUBARÃO foi o primeiro filme a ultrapassar mais US$ 100 milhões em bilheterias somente nos EUA, chegando ao mais de US$ 470 milhões no mundo todo. Custou quanto? Apenas US$ 9 milhões. Valor alto para os padrões da época.

                       

TUBARÃO é  baseado no livro de mesmo nome de Peter Benchley. O filme começa com uma garota morta, enquanto nadava, por um tubarão. O detalhe desta cena, é que em nenhum momento o tubarão aparece! Alias, ele aparece muito pouco, só dando as caras quase no fim do filme! No restante, são pequeno relances, acompanhado da trilha sonora. A trilha sonora do filme é de mestre John Williams, que muitos afirmam que a maior parte do suspense e medo que filme passa para o espectador é devido a sua trilha sonora feita por ele. Começa com uma batida simples e vai crescendo até um climax, no mesmo ritmo dos batimentos do coração do espectador do filme. Até hoje, o tema do monstro marinho é homenageado em vários outros filmes, desde dramas até comédias. Ouça a trilha sonora AQUI.

Como fazer um filme,onde o protagonista é um tubarão? Se fosse feito nos dias de hoje, a resposta é simples, por computação gráfica. Mas em 1975, isso era impossível. O bicho estão era mecânico, o que ocasionava muitos defeitos e claro atrasos de filmagem! o tubarão-mecânico de Spielberg quebrava a todo momento. Além de não funcionar, o tubarão-mecânico afundava, ou suas partes se estragavam na água salgada.Até mesmo um barco afundou de fato com a equipe de filmagem. Com todos estes problemas, o diretor aprimorou o suspense (não mostrava o bicho por completo), e criou uns dos maiores clássicos do cinema. Além do suspense, o drama foi incorporado. O policial, Martin Brody (Roy Scheider) se vê incapacitado de enfrentar o tubarão. E ainda sofre de hidrofobia. Depois de alguns ataques, ele é obrigado a ir para o alto mar, junto com um especialista, Matt Hooper (o oceanógrafo vivido por Richard Dreyfuss) e Quint (o pescador lobo-do-mar durão interpretado por Robert Shaw, 1927-1978).

A caçada ao tubarão em alto mar, é uma guerra entre humanos e uma força da natureza. Há uma fragilidade humana implícita nestas sequencias. Por que o tubarão ataca aquela costa tão pacifica? Simples, o tubarão está ali para se alimentar, e quem manda humanos invadirem seu território? A sensação que temos durante este terceiro ato é que somos meros "pedaços de carne'! Saímos do topo da cadeia alimentar! Saímos da arrogância de donos do mundo! Tente assistir o filme numa sexta feira a noite, e no outro dia tente realizar um mergulho numa praia qualquer! Pode gritar: "Maldito Spielberg!!!"

O filme teve sequências, sem a participação de Spielberg: Tubarão II (1978), Tubarão III (1983) e Tubarão IV - A Vingança (1987). Todas fracas, em comparação ao original!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Filme 2001 - UMA ODISSEIA NO ESPAÇO (1968)



2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO é para muitos críticos, um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos, o que para mim é o melhor! Foi realizado em 1968 pelo gênio cineasta Stanley Kubrick. O filme, tem uma duração total de 139 minutos e apenas 40 minutos de de diálogo, analisa a evolução do Homem, desde os primeiros hominídeos capazes de usar instrumentos, até à era espacial e para além disso. Foi baseado nas obras de Arthur C. Clarke The Sentinel e 2001: A Space Odyssey, esta última escrita simultaneamente com as filmagens.

Este é daqueles filmes que muita gente conhece, mas nem todos viram por completo! Sim, é uma obra de arte do cinema que já consumiu e inspirou várias dissertações, discussões e filosofias! O filme foi dirigido pelo gênio Stanley Kubrick, em 1968.

A sinopse do filme é essa: Desde a "Aurora do Homem" (a pré-história), um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada à Júpiter para investigar o enigmático monolito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes. Uma das personagens principais do filme é o computador inteligente HAL 9000, uma das máquinas mais famosas da história do cinema. A crítica viu no nome do computador uma referência velada à IBM, pois as letras da sigla precedem em uma casa a denominação da conhecida empresa norte- americana do sector informático. Kubrick, no entanto, desmentiu essa tese, dizendo que isso não passou de uma coincidência.


Já ouvi várias afirmações de quem já viu op filme: “Não entendi nada sobre esse filme!” Deixa eu tentar explicar o significado do filme. O monolito aparace na pré-historia do homem, onde este era subjugado pelo ambiente que o cercava! Após ter um contato com o monolito, o homem-macaco começa a desenvolver inteligência e a dominar seu ambiente e também seus semelhantes! Daí, o filme faz um avanço até o futuro, mostrando as belezas do espaço e as naves construídas pelo homem. Um cientista leva uma comitiva até a Lua, onde outro monolito foi descoberto! Esse monolito, manda um sinal de rádio para o planeta Júpiter. Então, a nava Discovery parte rumo ao planeta para desvendar esse mistério. Nenhum dos tripulantes da Discovery sabe o propósito da missão, somente o computador HAL. HAL parece apresentar defeitos, e os tripulantes resolvem desligarem, mas antes que isto aconteça, HAL mata a todos, menos o astronauta David Bowman que consegue, enfim, desliga-lo. Ao desligar HAL, David descobre a real missão: ir até Jupiter para interceptar as ondas sonoras de rádio imitidas do monolito da lua e realizar contato com uma suposta vida extra-terrestre. O contato de David com esta suposta vida é uma viagem alucinogênea, onde ele se vê criança, adulto e velho! No final do filme, David é supostamente incorporado a nova vida que ele descobriu, nascendo assim a criança-estrela! Explicado??

O barato de 2001 é exatamente esse: quem viu o filme interpreta e entende de uma forma diferente! Todos tem uma explicação diferente para o filme! Portanto, veja o filme e crie sua análise! 

"Eu tentei criar uma experiência visual, que se desviasse do campo das palavras e penetrasse diretamente no subconsciente com um teor emocional e filosófico... Projetei o filme para ser uma experiência subjetiva intensa, que atinja o espectador num nível profundo de consciência, exatamente como a música faz... Você está livre para especular como quiser sobre o sentido filosófico e alegórico do filme."
 Stanley Kubrick (1968)

FICHA TÉCNICA 
Gênero: Ficção Científica
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Arthur C. Clarke, Stanley Kubrick
Elenco: Alan Gifford, Andy Wallace, Ann Gillis,  Bill Weston, Bob Wilyman, Brian Hawley, Daniel Richter, 
Danny Grover, Darryl Paes, David Charkham, David Fleetwood, David Hines, Douglas Rain, Ed Bishop, Edwina Carroll, Frank Miller, Gary Lockwood, Glenn Beck, Heather Downham, Jimmy Bell, Joe Refalo, John Ashley, John Jordan, Jonathan Daw, Keir Dullea, Laurence Marchant, Leonard Rossiter, Margaret Tyzack, Mike Lovell, Penny Brahms, Péter Delmár, Richard Woods, Robert Beatty, Scott MacKee, Sean Sullivan, Simon Davis, Terry Duggan.

PRÊMIOS E INDICAÇÕES 
» Em 1969, conquistou o Oscar de Efeitos especiais e foi indicado aos de direção de Arte, Direção e Roteiro Original
» Em 1969, conquistou os Bafta Film Award de Direção de Arte.

CURIOSIDADES
  • Baseado no livro de Arthur C. Clarke, The Sentinel
  • O filme está entre os 100 melhores filmes do American Film Institute
  • Stanley Kubrick tinha várias toneladas de areia importada, lavada e pintada para as cenas de superfície da lua
  • De acordo com Douglas Trumbull, a filmagem total foi de cerca de 200 vezes o comprimento do final do filme
  • Todos os efeitos especiais da filmagem teve de ser impresso sobre os negativos originais. Stanley Kubrick pensou que utilizar cópias dos negativos prejudicaria a qualidade visual de efeitos das filmagens
  • Marvin Minsky, um dos pioneiros das redes neurais que também era um conselheiro para os cineastas, quase foi morto por uma chave inglesa que caiu set
  • A seção inteira de centrifugação da nave espacial Discovery foi construída como um único conjunto. Ele foi projetado para rodar para as filmagens, como a seqüência em que Frank foi correr para que 
  • o ator permanecesse no fundo