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quarta-feira, 3 de junho de 2020

ZY B Bom - PROGRAMA DE TV (1987-1989)



PROGRAMA ZYB BOM

Fonte: InfanTv

O programa Tv Criança acabou dando certo na Tv Bandeirantes, e mesmo após seu cancelamento a fórmula de programas apresentados por um grupo de crianças com brincadeiras de palco e desenhos não havia se desgastado, o que levou a emissora a procurar um substituto nos mesmos moldes, assim surgia o Zyb Bom.

A menina Aretha já era conhecida do público infantil por suas participações nos especiais da Rede Globo dos quais protagonizava, quando em 1987 o  marido da cantora Vanusa, Augusto César Vanucci, levou o projeto do Zyb Bom para Tv Bandeirantes junto com Daltony Nóbrega e Vicente Burger. Eles queriam realizar o sonho de transformar os especiais infantis nos quais trabalharam na Rede Globo em um programa diário. A proposta principal era divertir ao mesmo tempo em que ensinava a criançada.

Vanucci, que também havia trabalhado como diretor de outras atrações infantis da Rede Globo, além de Aretha (filha de Vanusa com o cantor Antônio Marcos), trouxe seu filho Rafael Vanucci (hoje conhecido como vencedor da Casa dos Artistas 2) e os estreantes Samantha Monteiro, que já trabalhou como atriz na série Malhação, o ator Rodrigo Faro, além do garoto Jefferson e da menina Juliana.

O programa que era exibido ao vivo, ia ao ar às 4 da tarde logo após o Tv Fofão e durante as duas horas em que ficavam no ar, os apresentadores comandavam competições no palco com a criançada que ia ao programa, resolviam charadas no ar,   onde a que ficou mais conhecida foi a da "água, luz e gás" que permaneceu por muito tempo no programa sem uma solução. O programa tinha ainda os quadros "Brincadeira tem Hora" e a exibição dos videoclipes das músicas lançadas no Lp "Zyb Bom".

O momento sério do Zyb Bom ficava por conta dos conselhos educativos que os apresentadores passavam para telespectadores mirins e no final do programa quando reservavam um espaço para homenagear alguém.

A criançada também se divertia com os desenhos da Hanna-Barbera cujos destaques eram: Hong Kong Fu, Dom Pixote, Esquilo Sem Grilo, Falcão Azul e o Bionicão, Os ImpossíveisJosie e as Gatinhas, Tutubarão,  Os Herculóides, além de Silver Hawks e Pac Man.

O ZyB Bom saiu do ar em 1989 quando deu lugar aos palhaços Atchim e Espirro que vindos da Tv Gazeta apresentariam o Circo da Alegria.

Fonte: InfanTv





quarta-feira, 29 de maio de 2019

BAMBALALÃO - PROGRAMA DE TV (1977-1990)



Qual o conceito básico e simples de um programa infantil? A resposta é Bambalalão!! Um  programa infantil de TV com um cenário similar a um circo, com palhaços, bonecos e com uma plateia apenas de crianças da pré-escola e do Ensino Fundamental I, entre cinco a 10 anos! As crianças eram tratadas como crianças.

O programa tinha competições, jogos, brincadeiras, mímica, canções infantis e uma contadora de histórias, a apresentadora Gigi Anhelli, que ficou no programa durante os 13 anos de exibição. Quando terminava de contar a história, no quadro “Quem Quiser Que Conte Outra”, Gigi encerrava com uma frase que marcou o programa: "Esta história entrou por uma porta e saiu pela outra. Quem souber, que conte outra!" Alguns personagens marcaram época, como o desastrado com trejeitos infantis, o palhaço Tic Tac, e o professor Parapopó, com seu paletó xadrez, óculos de plastico com um narigão e bigode. Os bonecos eram Maria Balinha, João Balão, Macaco Chiquinho, Macaca Chiquinha, Sapo Agapito e Boninho, com a premissa que eles falassem da realidade da criança. Mais o boneco mais engraçado era um leão galanteador e um tanto cafajeste e safado chamado de Bambaleão, que não perdia a oportunidade de cantar as apresentadoras! E isso num programa infantil! Tempos que não existia a chatice do politicamente correto. 

Além da apresentadora Gigi Anhelli, outra que se destacou foi Silvana Teixeira. Silvana já trabalhava em outros programas da TV Cultura, como a Fábrica do Som, e em 1983 foi convidada para cobrir as férias da Gigi. A aceitação da criançada foi tanta, que mesmo depois da volta de Gigi, Silvana acabou ficando no programa. Em paralelo ao Bambalalão, Silvana comandou outras programas na TV Cultura, um deles foi o BambaLeão & Silvana, o mesmo leãozinho acima. Quem manipulava o leãozinho era o ator Chiquinho Brandão (1952-1991), que no Bambalalão deu vida também ao personagem Professor Parapopó e dublava o boneco João Balão. Hoje, Silvana se dedica a um hotelzinho para animais, e Gigi continua trabalhando com o público infantil realizando diversas apresentações teatrais. 

Bambalalão estreou em 1977, de inicio gravado e depois passou a ser transmitido ao vivo do Auditório Cultura em 1982. O programa ganhou o prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de Melhor Programa Infantil nos anos de 1984, 1985, 1986 e 1987, além de Melhor Programa Infantil da TV em 1982. Deixou de ser exibido em 02 de julho de 1990 após 13 anos no ar. O programa foi reexibido no canal por assinatura TV Rá-Tim-Bum até 2010.

Reveja um pouco do programa no vídeo abaixo:



sexta-feira, 10 de maio de 2019

VEREDA TROPICAL - NOVELA 1984


Vereda Tropical, telenovela brasileira, produzida e exibida pela Rede Globo, no horário das 19 horas, entre 23 de julho de 1984 e 1 de fevereiro de 1985, em 167 capítulos, substituindo Transas e Caretas  Foi a 33ª "novela das sete" exibida pela emissora, que continua o legado do horário com tramas leves e de comédia! Explorava desencontros amorosos, conflitos de classe e disputas por poder dentro de uma família. Escrita por Carlos Lombardi, com argumento, supervisão de texto e colaboração de Silvio de Abreu e direção de Jorge Fernando e Guel Arraes.

A história era bem divertida, que começa com a operária Silvana (Lucélia Santos) é abandonada grávida pelo namorado, que morreu logo. Fugindo do cerco do sogro Vicente (Walmor Chagas) que queria a posse do neto, Silvana vai morar na Vila do Prazeres. Na vila ela conhece a família da viúva Bina (Geórgia Gomide), proprietária da cantina italiana La Tavola de Michele. Silvana passa então a ser cortejada pelos dois filhos mais velhos de Bina: o romântico e tímido Marco (Paulo Betti), e Luca (Mário Gomes), um talentoso centroavante que procura emprego por diversos times de São Paulo. Depois de muitas reviravoltas, é Luca que conquista o coração de Silvana, e se torna amigo do filho dela, Zeca (Jonas Torres), filho de Silvana. Com passar do tempo, o romance de Silvana e Luca fica tumultuado, por causa do gênio esquentado dos dois e pela presença de Verônica (Maria Zilda), que joga todo seu charme sobre Luca. Mas, a complicação maior é por parte de Vicente, o pai de Verônica  que arma uma verdadeira guerra pela posse do seu neto, Zeca.

No último capítulo, o jogador Luca (Mário Gomes), descoberto pelo Corinthians, estreia no lotado estádio do Morumbi, em São Paulo. A gravação foi um acontecimento memorável: o personagem chegou de helicóptero ao gramado antes do jogo em que o Corinthians enfrentava o Vasco da Gama. Quando o centroavante Serginho marcou o seu segundo gol, o ator Mário Gomes invadiu o campo vestindo o uniforme do clube e comemorou abraçando o atacante. O juiz da partida, José Assis de Aragão, diante do fato inesperado, teve um momento de indecisão, mas expulsou o ator do gramado. O caso irritou os dirigentes da Confederação Brasileira dos Árbitros (Cobraf), que suspeitaram que o juiz tinha favorecido a entrada do ator. A Rede Globo inocentou Aragão, declarando que tudo havia sido improvisado. O  gol de Luca teve a narração de Osmar Santos. O jogo terminou empatado em 2X2 e os 40 mil torcedores protestaram contra o mau desempenho de seus jogadores pedindo a entrada em campo de Mário Gomes, gritando “Luca! Luca! Luca!”.

Uns dos destaques da novela era o personagem Téo (Marcos Frota) que era gago, tímido, medroso e com uma imaginação fértil. Téo tenta a todo custo se aproximar da mãe, Catarina (Marieta Severo), e do avô, Oliva (Walmor Chagas), mas não é bem recebido por nenhum dos dois. Além disso, não sabe como se aproximar das mulheres, nem fazer amigos. Solitário, vive em um mundo paralelo, onde volta e meia imagina ser um super-herói: o Super-Téo, uma paródia do Superman. Aos poucos, o rapaz se aproxima de Gabi (Cristina Pereira). No final da história, consegue conquistar seu amor. Alias, a novela trazia várias paródias de filmes famosos, como Indiana Jones!

Uma curiosidade: um perfume com o nome da novela foi lançado no mercado, fazendo sucesso com o público feminino. Assita agora o primeiro capitulo da  novela:



VEREDA TROPICAL
Autoria: Carlos Lombardi
Supervisão de texto: Silvio de Abreu
Direção: Jorge Fernando e Guel Arraes
Período de exibição: 23/07/1984 – 01/02/1985
Horário: 19h
Nº de capítulos: 184

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

BALANÇA..BALANÇA..MAS NÃO CAI - 1968

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O ELENCO (CONDÔMINOS)

Começou no rádio no Rio de Janeiro na década de 1950, sendo um programa humorístico criado por Max Nunes e Paulo Gracindo. Ele apresentava os quadros humorísticos, supostamente passados nos apartamentos de um edifício residencial fictício, onde moravam as personagens, onde tudo pode ocorrer! Em 1968 migrou para a TV Globo, dirigido por Lúcio Mauro e era transmitido ao vivo, servindo de inspiração para vários programas de humor da TV copiados até hoje. Dentre seus "condôminos" estavam o saudoso Costinha, Colê, Lilico, Castrinho, José Santa Cruz, Berta Loran, Marina Miranda, Tutuca e outros tantos.

O formato da TV era igual ao da rádio e logo se tornou um sucesso de audiência e seus bordões eram repetidos em todas as rodas de conversa. Sucesso absoluto! Max Nunes afirmou que usou como fonte de inspiração as chamadas “cabeças de porco”, moradias ocupadas por famílias numerosas onde todo mundo se espremia para viver no Rio de Janeiro da década de 50, após a Segunda Guerra Mundial. Com o sucesso do programa, Balança Mas Não Cai virou o apelido de um edifício – igualmente superpopuloso – na esquina da Rua Santana com a Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio.

Vamos aos personagens clássicos do programa que serviu (ou simplesmente copiado até) de inspiração para outros humoristas!

PRIMO POBRE, PRIMO RICO

O Primo Pobre (Brandão Filho) sempre visitava seu Primo Rico (Paulo Gracindo) na esperança de descolar um trocado ou um pouquinho de comida, mas sempre sai com as mãos vazias com as tiradas sarcásticas de seu Primo trilhardário de rico! O bordão exclamado pelo Primos era: Primo, você é ótimo!" A dupla ainda era acompanhada pelo mordomo Charles que exclamava aos gritos um YES SIR sempre que era chamado pelo patrão, assustando o Primo Pobre! O mordomo foi interpretado por Arnaldo Artilheiro e depois por Tony Tornado  nos anos 80! Uma curiosidade: o famoso "Ricardão", que significa "amante de mulher casada" foi criado neste quadro de humor, onde o Primo Rico sempre dizia que sua esposa estava fazendo compras com um rapaz! Homem civilizado e pouco afeito às pequenezas do espírito, o milionário parecia não perceber que estava sendo enganado e tinha até afeição pelo rapaz, a quem chamava de “Ricardão”



FERNANDO E OFÉLIA

 No início era vivido por Lúcio Mauro e Sônia Mamede, que formava um casal onde recebia em sua casa celebridades como visitas. As visitas ficavam estarrecidas com as gafes cometidas pela Ofélia, sempre em decorrência de pronúncias erradas! Ofélia não se dava conta de sua ignorância e soltava seu bordão: "Eu só abro a boca quando eu tenho certeza!" Em 1999, Lúcio Mauro volta a encarnar Fernandinho no Zorra Total desta vez ao lado da atriz Claudia Rodrigues! 


BELEZA

Um cara que apesar de feio, vesgo e sem dentes e se achava irresistível! Mas mesmo assim, fazia sucesso com as mulheres! Foi interpretado por Carlos Leite!



CLEMENTINO E DONA JULIETA

Clementino (Tutuca), o faxineiro ingênuo que não percebia a paixão que provocava na secretária do escritório onde trabalhava – “Como é boa essa secretária! Ah, se ela me desse bola!” era o seu bordão. A secretária foi interpretado por várias atrizes!



Depois da TV Globo em 1968,  Balança Mas Não Cai passou a ser exibido na TV Tupi em 1972 e só voltou à grade de programação da TV Globo dez anos depois, nas tardes de domingo. A equipe era a mesma, e a produção, de José Carlos Santos. Paulo Silvino, que já havia substituído Augusto César Vannucci em alguns programas da primeira fase, era o apresentador. No ano seguinte, contudo, o programa foi cancelado! Marcou época e deixou saudades!


terça-feira, 3 de outubro de 2017

CAPITÃO FURACÃO E SEUS GRUMETES - PROGRAMA DE TV (1965)



Em 1965, nos primórdios da Rede Globo, em suas tardes a partir das 17hs, quando as crianças voltavam da escola, o Capitão Furacão entrava navegando pela TV. Ao vivo, durante duas horas (naquela época não tinha novela das 6 ou 7), ele levantava as âncoras assumia o leme da programação infantil do canal! Sua vestimenta era mesmo de um capitão de navio, com quepe na cabeça, mãos no leme, jaqueta azul e longa barba branca. 

Cada programa era uma viagem embalada com histórias de marujos, acompanhada de conselhos aos novos marinheiros com desenhos animados e filmes curtos. A garotada que quisesse fazer parte da tripulação recebia uma carterinha de grumete. Para isso, bastava enviar para a produção do programa uma foto e o rótulo do produto de um dos patrocinadores que era a Confeitaria Gerbô ou as calças Furacão. Em um mês, mais de 3 mil grumetes cadastrados embarcaram no programa todas as tardes. 

O Capitão era interpretado pelo ator Pietro Mário que diz que se inspirou em um programa dos Estados Unidos chamado Capitain Canguru . O personagem seria, segundo Pietro, um velho lobo do mar aposentado que hoje gostaria de contar suas antigas aventuras às crianças. No segundo ano de viagem, o programa ganhou um imediato, a atriz Elizâmgela, que até hoje trabalha nas novelas. Ela era que auxiliava o capitão, como por exemplo encarregada de prestar homenagem aos aniversariantes do dia. 

O programa era líder de audiência no Rio de Janeiro, tanto é que ele tinha até uma assessoria da própria Marinha do Brasil, promovendo passeios com as crianças na baia de Guanabara e até mesmo visitas a um submarino de verdade. Além disto, tudo ainda incentivava as crianças a estudarem, e serem bons cidadãos, coisa que sumiram dos programas infantis atuais. Infelizmente, o programa saiu do ar em meados de 1970, quando foi superado em audiência pelo Clube do Capitão AZA, apresentado pelo já falecido Wilson Viana na extinta TV Tupi. 

Trecho do especial da TVE "Um Olhar Infantil" no início dos anos 90. Pietro Mario e Elisângela falam do programa Capitão Furacão.








terça-feira, 16 de maio de 2017

TELECATCH - PROGRAMA DE TV (ANOS 60/7O)



Fortes, golpes espetaculares, fantasias espalhafatosas, encenação teatral, combate, circo, pancadarias coreografadas e muitos banhos e litros de sangue/groselha. Esta era a receita de uma boa luta: o famoso Telecatch, que nos anos 60 alcançou grande sucesso, criando vários heróis! As lutas foram criadas na extinta TV Excelsior do Rio de Janeiro, Canal 2, depois a TV Excelsior exibiu entre osanos de 1965 a 1966. Depois passou a ser chamado de Telecatch Montilla (TV Globo - 1967 a 1969), devido ao famoso Rum e depois chamado de Os Reis do Ringue, na TV Record, já nos anos 70.

Quando o programa estreou nos anos 60, os telespectadores realmente acreditavam que as lutas eram mesmo para valer, e o sangue de groselha era real! Existia até torcida para as figuras fantasiadas, sempre esperando que o mocinho vencesse o vilão! Sim, aqui tínhamos a famosa luta do bem contra o mal! O programa se encarregava de criar os mocinhos  e os vilões! Uns dos mocinho mais famosos era Ted Boy Marino, cujo nome verdadeiro era do italiano Mario Marino. Sua carreira começou na Argentina, em lutas sérias, mas depois foi convidado para participar do pastelão brasileiro. Aqui no Brasil, foi admirado por muitos e cobiçado pelas mulheres, virou galã! Seus grandes inimigos no ringue de araque eram Mongol e Aquiles. Ted Boy Marino, depois participou do programa "Os Adoráveis Trapalhões", o embrião dos Os Trapalhões, onde também estavam os cantores Wanderley Cardoso e Ivon Cury, e de Renato Aragão (Didi). Depois na Globo, Ted participou de vários programas, além do Telecatch, e já nos anos 80, Marino atuou como coadjuvante no programa Os Trapalhões, onde hoje é mais lembrado e quase sempre fazia o papel de vilão. Mas o grande herói do Telecatch brasileiro  faleceu no dia 27 de setembro de 2012, aos 72 anos de idade, vítima de uma parada cardíaca enquanto lhe era realizada uma cirurgia de emergência.

Ted Boy Marino

E os vilões? Não raramente, os vilões usavam de artifícios pouco honestos e os "juízes" pareciam fazer "vista grossa". Verdugo, uns dos maiores vilões do programa, sempre esfregava limão nos olhos do herói Ted Boy Marino. O Verdugo, cuja sua fantasia era parecida com o mestre dos sacrilégios, Mister M. A identidade de Verdugo jamais foi revelada, mesmo depois do programa ser extinto. Boatos afirmavam que por debaixo da máscara era o pacato Wilson Rosaline, que depois de se aposentar virou Papai Noel. Sua morte foi trágica, onde foi baleado em uma discussão. Em uma outra teoria da conspiração, diziam que vários atores vestiram a roupa do vilão, como um código total de silêncio, os lutadores nunca revelaram quem foi Verdugo. 

Verdugo em ação

Quase sempre, Ted Boy Marino começava apanhando! E muito! Nosso herói levava uma surra monumental e Ted só era salvo pelo gongo. Na confusão sobrava até para os juízes!  No segundo round, Ted Boy Marino voltava ao ringue revitalizado e com enorme sede de vingança, mas sempre com ar de moço bom. Ted aplicava o super golpe de voadora com os pés, depois de apelidado "tacle", e vencia  a luta. Outros golpes eram:

  • Tesoura Voadora: Saltava-se sobre o inimigo e com as pernas ainda no ar agarrava o pescoço para delírio do publico! 
  • Soco Inglês: Não era um golpe, mas uma empunhadura de ferro que fazia jorrar o sangue de groselha dos mocinhos. 
  • Rosca de Perna: Com o inimigo ainda no chão, torcia sua perna.
  • Caipirinha Humana: O já citado esfregar limão nos olhos! Crueldade pura!
  • Sufocamento: sufocava-se o adversário com as cordas do ringue! Podia-se usar uma variável, toalhas!


Esqueça os tais de MMA atuais, o sangue/suco de groselha era bem mais divertido!







terça-feira, 21 de julho de 2015

PERDIDOS NA NOITE - Programa de TV - 1984


Esqueça o apresentador Faustão de 1989 para a cá! Antes de se tornar um "mala" da TV brasileira, Fausto Silva teve se ápice como apresentador no extinto e descontraído Programa PERDIDOS NA NOITE da (ainda chamada) TV Bandeirantes!

Antes de entrar na TV, Fausto Silva já era reconhecido como repórter de campo em jogos de futebol. Pela Rede Gazeta, começou um programa que aparentava ser uma bagunça e sem roteiro definido. O programa foi batizado com um nome inspirado no filme norte-americano de 1968, Midnight Cowboy, que, no Brasil, também é traduzido como "Perdidos na Noite". Em 28 de julho de 1984, foi transferido para a TV Record, e no dia 19 de abril de 1986, passou a ser exibido em rede nacional pela Rede Bandeirantes. Neste ponto, o programa começava a ter um relativo sucesso nas madrugadas de domingo.

O fato do programa ser de baixo custo e de produção precária, ele obteve bons índices de audiência devido a este precariedade de produção. Tudo é muito tosco, sem levar para o lado vulgar, apesar da insistência de Fausto. Mesmo assim, o programa era marcado pelo humor do politicamente incorreto, que falava palavrões no ar, e as vezes maltratar a plateia e os convidados, o que no caso da plateia era caso a parte, onde ela participava com muita desenvoltura. Em um momento da história do Brasil de abertura politica depois de anos de ditadura, Fausto Silva criticava com seu humor rispido personalidades politicas do Brasil daquela época, como o então presidente José Sarney. 



Um ponto interessante, era que Fausto Silva sempre dizia que seu programa não prestava, que era uma porcaria e elogiava os outros programas das emissoras concorrentes, pedindo insistentemente para o telespectador mudar de canal ou ir dormir, que o melhor a ser fazer do que esta as altas madrugadas assistindo o Perdidos na Noite. A principal chamada do Perdidos na Noite  era: "espelho, espelho meu, existe algum programa pior do que o meu?" Bem que ele podia fazer isso hoje em dia no seu Domingão do Fastão, que estava mais do que correto estas colocações.

Uma dupla de humoristas participava da atração, o Tatá e Escova. Mas o corpo técnico do programa também tinha sua veia humorística. Era comum, o telespectador ver os câmeras da frente de outros câmeras, tropeços em cabos, assistentes visualmente "perdidos" em cena, falhas de imagens, luzes queimadas (com todo cenário nas escuras) e outras falhas. Era tudo tão natural que se tornou umas das marcas do programa, por que toda vez que uma falha acontecia, Fausto se encarregava de sacanear ainda mais! 

Por tudo isso, "Perdidos na Noite" se tornou "cult" e dividiu a crítica. Mas a audiência sempre aumentava. O programa durou até 1988, quando Fausto Silva foi contratado pela Rede Globo para comandar o Domingão do Faustão. E quando chegou na Globo, o "padrão de qualidade" da emissora matou de vez uns dos apresentadores mais irreverentes que o Brasil já teve.



Video de 1984 - Perdidos na Noite