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segunda-feira, 3 de abril de 2017

ALÉM DA IMAGINAÇÃO - Série (1959)



Conhece aquela frase: "Quem conta um conto..."? Pois é, em 1959 chegava a TV americana um série que se baseava nesta frase, era a Zona do Crepúsculo, ou como ficou conhecida no Brasil, ALÉM DA IMAGINAÇÃO! A série em preto e branco se tornou um clássico, onde foi a primeira a não ter um elenco fixo, mas apenas um apresentador, e suas histórias eram individuais. 

Produzida e apresentada pelo mago Rod Serling e dirigida por Stuart Rosenberg, apresentava histórias de ficção científica, suspense, fantasia e terror. Eram histórias inexplicáveis, tais como viagens no tempo, mundos paralelos, viagens espaciais, alienígenas, fantasmas, vampiros e outras situações misteriosas, onde o apesentador afirmava que tudo se passava em uma zona fora de nossa realidade. Você até poderia pensar que a série era cheia de efeitos especiais, mas não! Até tinha maquiagens e algumas cenas mais elaboradas, mas a maioria dos episódios era baseada exclusivamente no enredo, sem a necessidade de efeitos especiais, mesmo com o apelo fantástico. E além disso, a série também contou com vários autores de renome como Charles Beaumont, Richard Matheson, Jerry Sohl, George Clayton Johnson, Earl Hamner, Jr., Reginald Rose, Harlan Ellison e Ray Bradbury. Muitos episódios foram adaptados de histórias clássicas de escritores como Ambrose Bierce, Lewis Padgett, Jerome Bixby e Damon Knight.

A frase de abertura, entrou para a historia da TV. O primeiro episódio, chamado de "Onde estão todos?", dava o tom do programa, sempre colocando o cidadão comum numa situação aparentemente fácil de ser resolvida, mas com sempre com final estranho e surpreendente. O diretor M. Night Shyamalan deve ter ser inspirado na série para realizar seus filmes. Neste episódio, "Onde estão todos?", um astronauta volta a Terra e descobre que não existe mais ninguém no planeta. Aos poucos, ele começa a imaginar que seja o ultimo homem da Terra e começa a enlouquecer.

Outra história, chamada de “Viagem no tempo”, um homem chamado Peter Jenson (William Bendix) que visita um psicanalista, o Dr. Gillespie (Martin Balsam), Ele se queixa de um sonho recorrente no qual ele imagina acordar em Honolulu um pouco antes do ataque japonês a Pearl Harbor. O doutor conclui que são apenas sonhos, mas na verdadesão viagens no tempo.  Durante o seu sonho, aproveitando-se da situação, ele aposta em todos os cavalos e times vencedores e, eventualmente, tenta, sem sucesso, avisar os jornais, os militares, que os japoneses estão planejando um ataque surpresa a Pearl Harbor. O sonho de Jenson sempre termina como os bombardeiros japoneses sobrevoando na manhã de 07 de dezembro, levando-o a gritar "Eu te disse! Por que não ninguém me ouve?", e Jenson finalmente revela a Dr. Gillespie que ele realmente estava em Honolulu em 07 de dezembro de 1941. Enquanto está no sofá, Jenson adormece novamente, só que desta vez, os aviões japoneses que sobrevoam atiram para dentro das janelas de seu quarto e ele é morto. Quando a câmera mostra o consultório médico, o sofá em que Jenson estava deitado, agora está vazio, e Dr. Gillespie olha em volta, confuso. Ele olha em sua agenda e descobre que na verdade não tinha compromissos agendados para este dia. Gillespie vai a um bar e encontra a foto de Jenson na parede. O garçom lhe diz que Jenson atendia aquele bar, mas foi morto em Pearl Harbor. UAU!! Agora voce sabe onde Steven Spielberg também se inspirou!

Rod Serling, muitas vezes pisa no meio da ação e os personagens permanecem aparentemente alheios a ele, mas em uma ocasião notável, eles estão cientes que ele está lá: No episódio "Um mundo próprio", um escritor com o poder de alterar os objetos de sua realidade para a narração, rapidamente apaga Serling do show. Serling, literalmente fazia parte daquela zona em uma outra realidade! 

Além da imaginação original possui 5 temporadas e 156 episódios, enquanto que na década de 1980 foi lançada, ainda pela pela CBS O Novo Além da imaginação, com 3 temporadas. Um filme nos cinemas foi lançado, o "Twilight Zone: The Movie", conhecido no Brasil por "No Limite da Realidade" que causou polêmica pela morte de um dos atores no set de filmagem. O filme era uma homenagem de John Landis, Steven Spielberg, Joe Dante, e George Miller para a série original. Nele temos três episódios clássicos da série original, e inclui uma nova história. John Landis dirige o prólogo e o 1º segmento, Steven Spielberg dirige o 2º, Joe Dante o 3º, e George Miller dirige o segmento final. A série original contém 156 episódios. As temporadas 1, 2, 3, 5 têm episódios de meia hora, e a quarta temporada, de 1962 a 1963, tem episódios de 1 hora.


08 episódios de Além da Imaginação Imperdíveis

1) Escape Clause
Walter Bedeker (David Wayne) é um homem egocêntrico e hipocondríaco que vive para seu medo de morrer. Sua vida é ficar deitado na cama, mandando e desmandando na esposa, maltratando médicos e reclamando dos sintomas de doenças imaginárias. Tudo muda quando ele conhece o sr. Cadwallader (Thomas Gomez) que lhe oferece, em troca da alma, um contrato de imortalidade. Nele, consta uma cláusula de escape, caso Bedeker não tolere a monotonia de viver para sempre. Inconsequente, o excêntrico imortal ultrapassa todos os limites éticos, morais e sociais na sua descoberta pela vida que nunca teve coragem de viver, mas paga um preço caro por sua ambição e anseios.


2) Number 12 Looks Just Like You
Em uma sociedade futurista, após os 18 anos, todos devem passar por um processo chamado “A Transformação”, que consiste em escolher uma dos corpos pré moldados para substituir o de nascença. Marilyn Cuberle (Suzy Parker) está prestes a passar pelo procedimento, mas não o aceita. Não admite que ser roboticamente igual a todos seja a única forma de viver em sociedade e que o padrão imposto seja a única forma aceita de beleza. A jovem reage como pode, contra amigos e família, para sustentar sua personalidade. Mas nada disso importa em um mundo como o dela. Importa em um mundo como o nosso? 


3) It’s a Good Life
 Anthony Freemont (Bill Mumy) é um menino de 6 anos de idade, que vive em uma cidadezinha bem isolada em Ohio. Rodeado de amigos da família e de seus pais, o mundo gira em torno de suas vontades e carências, porque por trás de sua aparente teimosia, existem poderes sobrenaturais que regem tudo e todos. Todos endurecidos, emudecidos e ensurdecidos pela fala e os desmandos de um menino que tem o mundo nas mãos. Vítimas do medo, do que pode acontecer quando se desafia o poder.


4) Walking Distance
Martin Sloan (Gig Young) é um executivo que vive do trabalho. E para o trabalho. A caminho de mais uma de suas viagens, para em um posto de gasolina próximo à sua cidade natal. Curioso para ver como estão as coisas, anda até a sua cidadezinha e se depara com o passado, ao se reconhecer em um menino no carrossel. Esse estranho reencontro com sua versão jovem e inocente traz importantes reflexões e memórias que Sloan havia abandonado tempos atrás.


 5) The Shelter
Aqui fala do medo nuclear tão comum nos anos 50! Bill Stockton (Larry Gates) vive confortavelmente em um subúrbio americano, tem amigos, uma família que ama e um abrigo antibombas, com comida estocada e espaço restrito para ele, mulher e filhos. Durante a comemoração de seu aniversário, seus medos se tornam realidade quando é acionado um alarme avisando que um ataque nuclear está prestes a acontecer. Apavorado, se esconde em seu refúgio, até então seguro, mas passa a ser atacado pelos vizinhos, que também necessitam de proteção. Stockton, um homem bom, proeminente na sociedade, vê sua vida ameaçada pela mão de seus próprios amigos, movidos pela histeria coletiva, cegos de pavor e desprovidos de empatia. É uma forte crítica de Serling sobre os mitos que rondavam a Guerra Fria e boatos que apavoravam o povo americano.


6) People are Alike All Over
Sam Conrad (Roddy McDowall) e Warren Marcusson (Paul Comi) são dois astronautas rumo à Marte. Na chegada ao planeta vermelho, eles sofrem um acidente e Marcusson morre, deixando Conrad sozinho. Ouvindo barulhos próximos à nave e lutando contra seus medos, o sobrevivente resolve sair pra ver qual é a do planeta e se depara com diversos humanoides olhando, espantados, para ele. Hospitaleiros, os marcianos reproduzem o design de uma casa terrestre para o visitante morar, até que o astronauta consiga consertar sua nave. Conrad se sente confortável no planeta, até descobrir as reais intenções dos anfitriões.


7) Eye of the Beholder/Private World of Darkness
Janet Tyler (Maxine Stuart), uma mulher que já passou por 11 cirurgias plásticas para se adequar a um mundo que não aceita pessoas feias. Vista como anormal pela sociedade, ouvimos isso da boca dos médicos e enfermeiras, essa é a última tentativa de embelezamento autorizada pelo governo. Se não funcionar, ela será afastada em uma espécie de quarentena eterna para pessoas que, como ela, também são – fisicamente – inadequadas. Vemos Janet angustiada, com bandagens no rosto, assustada com o destino que a aguarda, sendo amparada pelos funcionários do hospital que se compadecem. 


8) The Monsters are Due on Maple Street
Outro episódio bastante crítico sobre o período da Guerra Fria, mostra uma bela rua do subúrbio americano – Maple Street – com pessoas alegres e crianças brincando. A realização do sonho americano. O terror começa quando uma sombra, seguida por um barulho, passa pela vizinhança e eles reparam que não há energia elétrica, que as máquinas, carros, telefones param de funcionar e cada vez mais fenômenos estranhos começam a acontecer. O pânico se instala e alguns homens se reúnem para ver se há algo de errado nas ruas próximas. Tommy (Jan Handzlik), uma das crianças, pede que eles fiquem, dizendo que já viu algo parecido em uma de suas revisas em quadrinho. Na história, uma família de alienígenas se instala em uma cidade, disfarçados de humanos, para estudar o comportamento humano e dominar o planeta.




terça-feira, 24 de junho de 2014

ESPECIAL IRWIN ALLEN II - TERRA E GIGANTES - SÉRIE DE TV


E vamos dar continuidade a maior um post em homenagem ao mestre do desastre: IRWIN ALLEN. Aqui, vamos conhecer um pouco de outra série do mestre: TERRA DE GIGANTES. Dizem que Irwin Allen teve um sonho e se inspirou em realizar a série, outros dizem que ele era fã da história “As Viagens de Gulliver”, e o mais chatos afirmam que se inspirou no clássico “O Incrível Homem que Encolheu” de 1957. Seja qual for, a série é excelente, apesar de cara para época, custando em torno de 250 mil dólares por episódio, sendo que a construção de cenários e objetos gigantes eram os itens mais caros da produção. 


A série foi exibida nos anos 60, e ela acontece em um futuro próximo, em 1983 para ser exato, o que hoje é o passado distante. Como é a premissa da história? Tripulantes e passageiros da nave sub-orbital Spindrift partem para uma viagem de Los Angeles a Londres. Aqui, já existia uma tecnologia na Terra onde as viagens aéreas domésticas eram realizadas em pequenas espaçonaves. Ao chegarem nos limites da atmosfera, o Spindrift (nada mais, nada menos que a Jupiter II, da série Perdidos no Espaço, que acabou recebendo umas readaptações e sendo reaproveitada), é colhido por uma tempestade espacial e transportado para um misterioso planeta que parece bem parecido com o nosso, mas com cerca de 12 vezes o nosso tamanho. Porém, os habitantes e tudo o mais são em tamanho "gigante" e os viajantes se veem como "pequeninos". Os gigantes, em sua maior parte, são seres perigosos e desejam capturar os “Pequeninos”, visto que a tecnologia dos gigantes está 50 anos atrasada em relação à Terra. No decorrer dos episódios, são vistos outros humanos que também caíram no planeta, ou mencionados outros que por lá também  passaram.


As dificuldades são muitas, e os personagens são bem caricatos. Por exemplo, o passageiro Alexander Fitzhugh é um covarde golpista, que nunca está disposto a ajudar e acaba até colocando o grupo em risco por diversas vezes. Há também muita discussão entre o precavido Capitão Burton e o engenheiro Mark Wilson, que muitas vezes perde a noção do perigo, tamanho é seu desejo de retornar a Terra. Para se ter uma ideia da fragilidade dos Pequeninos, como tudo é gigantesco no planeta, uma gota d’água ou um inseto podem até matá-los.

Não há muitos detalhes do governo dos gigantes mas o mesmo aparenta ser um Estado totalitário que oferece uma recompensa pela captura dos viajantes, pois temem a tecnologia terrestre superior. Existe uma polícia secreta à la KGB, controlando tudo e todos. O nome da polícia é SID (Special Investigation Department), cujo integrante é o sádico inspetor Kobik. Alô guerra fria!

Logo após o pouso forçado, os viajantes passam a viver frequentemente em perigo, com muitos sendo capturados e obrigando seus colegas a ações para resgatá-los. Criam alguns utensílios, usando barbantes como cordas, pregadeiras ou clips como ganchos. Constantemente defrontam-se com os animais gigantes, principalmente gatos. A nave é inoperante após a queda e é escondida numa floresta próxima a uma cidade, servindo de abrigo. Apesar de não confiarem nos "gigantes", em vários episódios os viajantes estabelecem alianças com alguns deles, buscando benefícios mútuos.

Em nenhum momento é mencionado o nome do planeta dos gigantes, mas eles conhecem a Terra e outros planetas do Sistema Solar. Provável que a localização do planeta gigante deva estar em uma dimensão paralela, que pode ser acessada por meio de uma misteriosa “fechadura”, algo que também é do conhecimento de alguns dos gigantes. Outra informação que é passada ao longo dos episódios é que os habitantes desse planeta não possuem naves espaciais tripuladas, explicando assim o não aparecimento de nenhum gigante aqui na Terra.


Nos anos 60, onde ainda não existia a computação gráfica, entra o charme da série em recriar o mundo gigante. Para dar maior impressão de que os atores gigantes realmente tinham alguns metros de altura, as cenas eram filmadas de baixo para cima, a uma certa distância. Em outros momentos, quando um gigante agarra uns dos pequeninos, as cenas mostravam apenas as pernas se movimentando, um efeito mecânico por entre a mão fechada do gigante. A equipe de criação e design era muito competente e conseguiu reproduzir bem alguns objetos em grandes dimensões, como hidrantes, câmeras, coleira de um cão, um esfregão ameaçador, tubos de ensaio, uma galinha com fome, drenos, rédeas de um cavalo, entre outros. Mas apesar dos gigantes falarem a mesma língua dos humanos, a escrita não é a mesma.

Uma grande série (no sentido mesmo da palavra!) que marcou uma geração como  a minha!


sexta-feira, 21 de março de 2014

O INCRÍVEL HULK - SERIADO DA TV (1978/1982)


Mais ou menos em 1978 surgia na Tv uma adaptação de um personagem em quadrinhos, o Hulk! Naquela época muitas crianças, morriam de medo do programa que passava nas noites de sábado na Rede Globo depois da novela das 8, aqui no Brasil - não existia o Supercine! Uma série que não tinha muito a ver com os quadrinhos, mas que marcou uma geração inteira e até hoje é lembrada! muito melhor que aquela droga do primeiro filme do Hulk do Ang Lee, de 2003!


A história é sobre David Banner (nos quadrinhos é Robert Bruce Banner) é um médico que pesquisa uma força oculta nas pessoas que é liberada em momentos de estresse. Durante a pesquisa, Banner descobre que as pessoas que conseguiram aumentar sua força, foram expostas a raios gama do sol. Em uma simulação em seu laboratório, ele se aplica uma dose maciça, ai sempe que se irrita ou se sente ameaçado, vira o Hulk. Assim, ele passa a vagar pelo mundo atrás de uma cura para a sua maldição. Mas onde ele passa acaba se envolvendo com os problemas das pessoas que ele encontra, e resolvendo eles todos com a força do Hulk. É um herói! Na série também tinha um repórter mala, o Sr. Macgee que pensa que David esta morto e sai em busca do Hulk para confirmar isso! Ai sempre esbarrava em David, mas ele sempre dava um jeitinho para ele não perceber nada! Uma produção de poucos recursos para a época de hoje, mas muito competente.

HULK - Veja a tinta verde saindo das mãos
O ator que representava o Hulk é Lou Ferigno e o David era Bill Bixby! Bill hoje já é falecido, mas Ferigno ainda faz umas pontas nos filmes do Hulk e em convenções de quadrinhos! Em um filme , ele aparace como o porteiro. 


E de todo o seriado a frase mais celebre é: "Não me irrite, Sr. Macgee!! Você não vai gostar de me ver irritado!!" Fale isso para alguém que tem mais de trinta anos e veja ele tremer de medo!!!

terça-feira, 11 de março de 2014

SESSÃO COMÉDIA - Séries de TV - 1987 à 1988

 

Quase no final dos anos 80, finalmente a TV brasileira incorporou a sua programação as famosas comédia de costumes, as sitcoms, tão comum na rede americana de televisão! A Rede Globo foi um das pioneiras neste segmento, o que foi seguido por outras emissoras. Talvez fosse programas como tapa-buraco (deviam ser mesmo!), ou que a grandes rede americanas impusessem em seus contratos a obrigatoriedade em adquirir esses enlatados em pacote com filmes de sucesso, por exemplo! A Rede Bandeirantes (BAND) e o SBT, também investiram neste segmento, e podemos encontrar até hoje na programação destas redes, muitas das vezes em horários ingratos, como a madrugada. Enfim, quase no final dos anos 80, podemos ter uma ideia de como eram estas sitcoms.

 Nesta época, as sitcoms, tinham como pano de fundo em suas história desencontros e mal entendidos do cotidiano, e algumas vezes chegando a beira da loucura, sempre usando o sacarmo e a ironia como catalisadores do riso. Mesmo assim, as situações se pareciam bem com os telespectadores. No fim das contas, eram histórias de pessoas comuns vivendo juntas. 

Para estas primeiras sitcoms, a Globo reservou o fim da tarde de segunda a sexta, em que cada dia, tínhamos uma série diferente. Eram estas:

SEGUNDA-FEIRA - AS SUPER GATAS


Uma ideia simples: quatro senhoras vivendo juntas em uma casa na cidade de Miami, mas muito diferentes entre si (o que mais cotidiano do que isso?). As senhoras eram: Rose, a atrapalhada e sem muita inteligência, Blanche quase uma ninfomaníaca, Dorothy a mais sarcástica e irônica, e Sofhia (mãe de Dorothy) excêntrica e sempre com uma história da sua juventude na Sicília. A atriz Estelle Getty (Sofhia) é apenas 73 dias mais jovem que Beatrice Arthur (Dorothy - sua filha no seriado), mas que não interferia na caracterização das personagens como nas novelas no Brasil. Nos E.U.A. a série durou 7 anos, sempre os 10 programas mais assistidos.   

TERÇA-FEIRA - PRIMO CRUZADO

Nas terças, entravam as histórias de dois primos bem diferentes: o caipira Zeca e o suburbano Larry, sendo que as diferenças culturais dos dois era ponto alto da série. O título em português vem do momento em que o Brasil vivia com o Plano Cruzado. Na serie original, Zeca se chamava Balki e vinha de uma ilha da Grécia, já a adaptação no Brasil, Balki virou Zeca e vinha do interior de Minas Gerais, inclusive com sotaque mineiro. Essa excelente adaptação agradou em cheio o publico que se identificou com as piadas usando o Brasil como pano de fundo. Talvez tenha sido a série com maior sucesso, por que no fim da Sessão Comédia, ela ainda continuou passando aos sábados a tarde.

QUARTA-FEIRA - CARAS & CARETAS


No meio da semana, entrava o conflito de gerações dentro de uma família, só que de forma inversa. Aqui, os pais eram moderninhos, meio que hippies, e os filhos totalmente caretas. Um exemplo: enquanto o pai usava roupas descoladas, o filho usava terno e gravata. Foi nesta série que o ator Michael J. Fox ganhou fama mundial, sendo hoje uns dos grandes astros do cinema, principalmente com a série De Volta para o Futuro. Apesar do tom de conflito, a série nunca entrava no mérito moralista, usando o bom humor para lidar com a educação e o crescimento dos filhos.

QUINTA-FEIRA - O PODEROSO BENSON
Política é uma piada no Brasil? Na quinta, podíamos rir de um pouco disso. Aqui, o mordomo negro Benson Dubois trabalha na casa do atrapalhado governador Gene Gatling, sendo honesto e sempre querendo ajudar seus eleitores...pronto..pode começar a rir, leitor!! Benson acaba virando um conselheiro do governador nos momentos de crise, devido a sua grande inteligência e astúcia. Mas o riso rolava solto quando Benson "enfrentava" a governanta alemã da casa, a senhora Kraus. As tiradas entre os dois e base da série. No ultimo episódio, que não foi exibido no Brasil, Benson se candidata para o governo, concorrendo com seu próprio ex-patrão, mas o resultado não foi mostrado.

SEXTA-FEIRA - A SUPER VICKY



Sexta entrava em cena, a robozinha Vicky, como já não bastasse ser difícil criar adolescentes. O inventor Ted Lawson cria Vicky e a leva para casa, para interagir com sua familía, principalmente com seu filho. As confusões começam por que Vicky parece ser uma criança normal, mas todos tentam esconder que ela é um robô. E ainda ela leva as falas dos outros ao pé da letra. A série fez algum sucesso, e teve 4 temporadas.

Estas era as séries que estavam nos fins de tarde na Sessão Comédia, o que na minha opinião é bem melhor que a tal da Malhação! E voce, o que acha?

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Especial IRWIN ALLEN - Túnel do Tempo - Série de TV






Aqui começa uma série de postagens neste blog sobre IRWIN ALLEN, o mestre do desastre! IRWIN ALLEN foi um grande produtor de cinema e de séries de TV nos anos 60 e 80! Para começar esta pequena homenagem, vamos falar de um série de TV de ficção cientifica: TÚNEL DO TEMPO! A série tinha tudo para dar certo. IRWIN ALLEN pode aproveitar cenas dos inúmeros filmes antigos de sua produtora, a 20th Century Fox, para recriar períodos, reduzindo assim os custos da produção. Mesmo assim, só durou um temporada com 30 episódios!

A série contava a história das aventuras no tempo de dois cientistas: Doug Phillips (Robert Colbert), e Tony Newman (James Darren). Os dois cientistas trabalham para o governo americano no projeto super-secreto chamado de Tic-Toc, como a batidas de um relógio! O projeto é sobre uma máquina do tempo, com o poder de teletransportar pessoas ou objetos através do tempo. Para provar a um politico que o projeto Tic-Toc não era um desperdício do dinheiro público, Tony e Doug entram no Túnel e vão para o passado. E claro que ocorre problemas, e a máquina não tem força suficiente para trazê-los de volta.  Assim, os dois heróis ficam vagando pelo tempo, encontrando e presenciando grandes situações da história humana! Até mesmo ajudando figuras importantes do passado a escrever seus nomes na história. Uns dos pontos da série é que ao fim de cada episódio, era um "gancho" para o outro! E naqueles tempos (anos 60), ainda da ressaca do pós-guerra e com a Guerra Fria em plena ascensão, os episódios sempre tratavam de mostrar os americanos como os grandes salvadores do mundo!  O que acontece até hoje nos filmes americanos!

Havia algumas contradições nos episódios, como por exemplo no primeiro, onde Tony diz que nasceu em 1938. E ai, três episódios depois, ele afirma que tinha 7 anos em 1941. Um baita erro grosseiro! Isto irritava alguns fãs mais fanáticos, os roteiros era quase sempre fracos! Apesar disso é lembrado até hoje!

E Tony e Doug nunca conseguiram voltar.....



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

BUCK ROGERS - SERIADO DE TV (1979)


Abertura original 1979

Quando se fala em Buck Rogers é lembrado logo a série de TV de 1979. Mas Buck Rogers é um personagem criado em 1928, e era chamado de Anthony Rogers, herói de duas novelas de Philip Francis Nowlan publicadas na revista Amazing Stories. Sua fama se firmou em uma série de tiras publicadas em jornais. Ele ainda teve um série no cinema.

No seriado de 1979, o capitão William Buck Rogers é lançado em uma sonda espacial pela NASA, no ano de 1987. Isso mostra, mas uma vez com a ficção sempre erra em datas! Mas continuando, devido a um problema no sistema de criogenia, Rogers fica congelado por 500 anos, orbitando um planeta distante. Quando ele é encontrado, precisamente no ano de 2491, por uma raça chamada de Drakonianos é despertado, ele percebe que esta em um mundo diferente do que ele conheceu, cheio de andróides, naves surpreendentes e inimigos interplanetários. Ele descobre que a Terra está em luta constante com os Drakonianos, sendo este liderado pela bela e sensual princesa Ardala, que nutre uma certa paixão pelo nosso héroi. Alias, todas as mulheres da série, tem alguma paixão por Rogers. Quando volta a Terra e se instala, Rogers passa a fazer parte de um esquadrão de combate, mas não antes provar que não era um espião dos Drakonianos. 

Uns dos pontos interessantes da série é "embate" entre a cultura de Rogers do século 20 com a cultura século 25. Isso cria alguns arcos de história cômicos e alguns de drama! Como por exemplo, quando Buck tenta dançar a moda século 25 ou quando nosso herói visita o túmulo dos pais e amigos! Isso, associado que o mundo que ele conheceu no século 20 foi destruído por um holocausto nuclear. O ponto cômico ficava a cargo do pequeno e safado robô Twiki.

Na segunda temporada é toda passada no espaço, onde a bordo da nave Searcher Starship, Buck procura as tribos perdidas da Terra. Aqui, ele encontra um segundo inimigo, Falcão! Nesta segunda temporada, os vilões Drakonianos somem por completo! Nem mencionados eles são mais! E a audiência começou a cair!

A série fez muito sucesso no Brasil, onde passou por várias emissoras, estreando na Rede Globo, no início das tardes de domingo. Também originou diversos brinquedos para a garotada que sonhava com as peripécias de Buck Rogers no espaço, principalmente as cenas de combates espaciais. Claro que a série era inspirada em Guerra nas Estrelas original de 1977, mas era bem produzida e deixou sua marca!


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

HOMEM-ARANHA DA TV - 1977


Homem-aranha - Sem Teia

Para abrir o Baú dos Tempos, escolhi o seriado de TV do Homem-Aranha dos anos 70! Precisamente de 1977! Isso mesmo, já existiu uma série de TV com atores, antes do cinema. O seriado se chamava The Amazing Spider-Man, e era bem thash.

Quando eu vi na Tv, o comercial da série, eu fiquei animado!! Porra, era a versão em carne e osso de uns dos meus heróis favoritos! Na época, até comprei um algum de figurinhas da serie! Mas quando ela estreou.....

Dos personagens dos quadrinhos estavam presente o editor do jornal Clarim Diário, J. Jonah Jameson,  o editor Robbie Robertson , que era um cara de costeletas muito jovem para ser editor. Mas ele só apareceu apenas primeiro episódio, e depois sumiu sem deixar explicações. A tia May só apareceu duas vezes. Ela deve ter morrido! O tio Ben do Aranha, nem é mencionado em toda série. Será que a Tia May era mãe solteira? Ah sim, também aparece o Peter Paker, o Homem-aranha ( pelo menos isso!!). Peter Parker, tinha um cabelo esquisito e  sempre andava bem alinhado de terno esporte e gravata. Eu ficava pensando como conseguia arrumar tamanha cabeleira sob a máscara do Aranha. 

No uniforme, o Homem-aranha tinha um cinto enorme e lançador de teias que levava no pulso direito. O botão do lançador era do tamanho de uma colher, e ele a disparava simplesmente estendendo a mão. Então pra que o botão? E a máscara era presa com velcro que muitas vezes era evidente. Dava para ver diretinho...Você ta vendo que esse Homem-aranha era horrível.

Aqui vai algumas coisas engraçadas da série: quando Peter Paker vestia o uniforme do Aranha, ele ficava mudo!!! Não falava mais nada!! Jonah Jameson, ao invés de odiar o Aranha, como no cinema e nos quadrinhos, ele gostava do herói! Totalmente diferente do tradicional!! Ele também não se balançava na teia, as lutas era sem graça e os vilões, os piores possíveis!! Até os vilões da novela das 8 metem mais medo dos que esses do seriado deste coitado Homem-Aranha. Para subir nas paredes, a produção usava fios e  nem se preocupavam em esconder. E agora vem o pior: Alguns episódios da série passaram nos cinemas brasileiros!!

Onde estava STAN LEE nisso tudo???/

VEJA A ABERTURA DA SÉRIE