quarta-feira, 29 de março de 2017

GUARANÁ TAÍ - 1982

Evolução do Guaraná Taí

Uma das bebidas que mais lembram da minha infância foi o Guaraná Taí. A primeira vez que provei, foi no domingo a tarde, dentro de um circo. O sabor era totalmente diferente (e mais saboroso) do que seu concorrente o ainda Guaraná Antarctica. Do mesmo jeito que apareceu, sumiu do mercado

Lançado em agosto de 1979, a marca foi utilizada para substituir a Fanta com sabor de Guaraná, e possuía um sabor muito parecido com o Guaraná Kuat, que também é produzido pela Coca-Cola. Apesar da predominância do Kuat na maior parte dos estados brasileiros, o Taí ainda é encontrado, sobretudo em Minas Gerais, Santa Catarina, Distrito Federal, Goiás. no sul do Rio de Janeiro e no interior e capital de São Paulo.

Cronologia
1950 – É criada a fórmula do Guaraná Taí.
1982 – É lançado o comercial intitulado “gostoso como um beijo”,
1995 – Lançada a versão Diet do Guaraná Taí.
1996 – O Guaraná Taí passa por uma reformulação em sua fórmula. É lançada, também uma lata em edição especial regional para a festa de Parintins.

Se encontrar em sua região, não deixe de provar!



terça-feira, 21 de julho de 2015

PERDIDOS NA NOITE - Programa de TV - 1984


Esqueça o apresentador Faustão de 1989 para a cá! Antes de se tornar um "mala" da TV brasileira, Fausto Silva teve se ápice como apresentador no extinto e descontraído Programa PERDIDOS NA NOITE da (ainda chamada) TV Bandeirantes!

Antes de entrar na TV, Fausto Silva já era reconhecido como repórter de campo em jogos de futebol. Pela Rede Gazeta, começou um programa que aparentava ser uma bagunça e sem roteiro definido. O programa foi batizado com um nome inspirado no filme norte-americano de 1968, Midnight Cowboy, que, no Brasil, também é traduzido como "Perdidos na Noite". Em 28 de julho de 1984, foi transferido para a TV Record, e no dia 19 de abril de 1986, passou a ser exibido em rede nacional pela Rede Bandeirantes. Neste ponto, o programa começava a ter um relativo sucesso nas madrugadas de domingo.

O fato do programa ser de baixo custo e de produção precária, ele obteve bons índices de audiência devido a este precariedade de produção. Tudo é muito tosco, sem levar para o lado vulgar, apesar da insistência de Fausto. Mesmo assim, o programa era marcado pelo humor do politicamente incorreto, que falava palavrões no ar, e as vezes maltratar a plateia e os convidados, o que no caso da plateia era caso a parte, onde ela participava com muita desenvoltura. Em um momento da história do Brasil de abertura politica depois de anos de ditadura, Fausto Silva criticava com seu humor rispido personalidades politicas do Brasil daquela época, como o então presidente José Sarney. 



Um ponto interessante, era que Fausto Silva sempre dizia que seu programa não prestava, que era uma porcaria e elogiava os outros programas das emissoras concorrentes, pedindo insistentemente para o telespectador mudar de canal ou ir dormir, que o melhor a ser fazer do que esta as altas madrugadas assistindo o Perdidos na Noite. A principal chamada do Perdidos na Noite  era: "espelho, espelho meu, existe algum programa pior do que o meu?" Bem que ele podia fazer isso hoje em dia no seu Domingão do Fastão, que estava mais do que correto estas colocações.

Uma dupla de humoristas participava da atração, o Tatá e Escova. Mas o corpo técnico do programa também tinha sua veia humorística. Era comum, o telespectador ver os câmeras da frente de outros câmeras, tropeços em cabos, assistentes visualmente "perdidos" em cena, falhas de imagens, luzes queimadas (com todo cenário nas escuras) e outras falhas. Era tudo tão natural que se tornou umas das marcas do programa, por que toda vez que uma falha acontecia, Fausto se encarregava de sacanear ainda mais! 

Por tudo isso, "Perdidos na Noite" se tornou "cult" e dividiu a crítica. Mas a audiência sempre aumentava. O programa durou até 1988, quando Fausto Silva foi contratado pela Rede Globo para comandar o Domingão do Faustão. E quando chegou na Globo, o "padrão de qualidade" da emissora matou de vez uns dos apresentadores mais irreverentes que o Brasil já teve.



Video de 1984 - Perdidos na Noite

quinta-feira, 23 de abril de 2015

GULOSEIMAS - PARTE 01


Ah..a infância! Parte da vida onde nos sentimos imortais e o mundo era simples e belo! Pena que é uma parte da vida que passa rápido e só nos damos conta de que era a melhor parte de nossas vidas depois que chegamos na fase adulta! Mas uma coisa nunca esqueceremos, os doces de nossa infância! Aqueles alimentos cheios de açúcar, que destruíam nossos dentes e até arrancavam a obturação dentária! Mas o que importava, em nossa infância eramos importais mesmo! Vamos relembrar neste post, algumas destas guloseimas!

JUQUINHA
Sabores de trutti-frutti, coco, abacaxi, morango banana e uva. Sempre agarrava nos dentes e  era difícil soltar! O nome vem do garotinho loiro que estampava a embalagem de papel mesmo! Além de grudar nos dentes, a bala também grudava na papel da embalagem, o que muitas crianças acabavam  comendo a bala com papel e tudo! Existe até hoje, mas o papel da embalagem agora é de plástico!


BALA DE LEITE KIDS
Campeã em arrancar obturação! Era vendida com a bala mais deliciosa do mundo!

                                                  

CARAMELOS NESTLÉ
Formato de quadrado, para facilitar o grude nos dentes! Foi desenvolvido outros sabores, que não vingaram! O sabor caramelo era imbatível! 
                   

BALAS SOFT
Essa era para a gurizada que queria viver perigosamente, pois ela era muito grande, arredondada e bem lisa! Fácil de se engolir inteira e deixar engasgado! Muitos pais, ficavam preocupados e com medo de seus filhos passarem por isso! Mas a molecada nem ligava e chegava a colocar duas ou mais na boca! Existia um boato no fim dos anos 70 que se voce engolisse uma bala inteira morria, pois como ela tinha uma cavidade no meio, quem engolisse formava bolsas de ar, levando á morte!
                                      

BIG BOL
Esta tinha uma surpresa: depois de um tempo, ela virava chiclete! Dois doces em uma só bala! Tanto é que a camada mais superficial era bem fina e se acabava logo, que logo sentíamos o chiclete. A embalagem era bem transparente só com nome da bala! Uma delícia e terror dos dentes!
                                  

CARAMELO ZORRO
Um pirulito de caramelo com pequenos pedaços de coco. Na realidade, não tinha como chupar, e sim era para morder!
                                     


Aqui, só algumas guloseimas, aguardem a nossa parte II!


quarta-feira, 25 de março de 2015

HISTÓRIAS QUE NOSSAS BABÁS NÃO CONTAVAM - FILME - 1979


"Será que o lobo mal só comeu a vovozinha, o chapeuzinho vermelho não???" É com esta pergunta que começa esse filme brasileiro escrachado de 1979 do gênero pornochanchada, dirigido por Oswaldo de Oliveira. Pelo cartaz você já percebeu que o filme é uma paródia da história da Branca de Neve.

Hoje nosso cinema brasileiro está cheio de comédias com atores globais (ou seria apenas um, o Leandro Hassum??), e quase todas contam a mesma piada! Saudades do tempo que o politicamente incorreto não era proibido e sim até uma regra nas comédias. Até mesmo grandes atores hoje, como o Tom Hanks, enveredaram por este caminho. Hanks estrelou o divertidíssimo filme a A Ultima Festa de Solteiro (Barchelor Party, 1984) Aqui nesta resenha, vamos falar de deste filme que representou bem a o pornochanchada brasileira.

Como uma paródia da clássica história infantil da "Branca de Neve", o filme tem várias parâmetros, só que de forma esculachada e quase erótica. Afinal o termo pornochanchada vem de comédia com tons eróticos sem ter cenas de sexo explícito, apenas simulação. Isso no Brasil da ditadura repressora dos anos 70.  Mas vamos ao filme...

A atriz morena e linda Adele Fátima ( simbolo sexual da época) faz o papel principal, sendo a de Clara das Neves que era cobiçada por todos do reino. A rainha consulta seu espelho (gay!!) e pergunta: "Espelho meu, existe alguma mulher mais bonita e gostosa do que eu?" No que ele responde Clara das Neves!! Com inveja e ainda com ciumes, pois o príncipe estava apaixonada pela ingenua e gostosa princesa, a rainha manda matar-la. E é aqui que entra a melhor parte do filme: o caçador, interpretado pelo saudoso Costinha. Costinha vai de encontro com Clara, mas não consegue mata-la, pois fica enfeitiçado pela sensualidade da princesa. Ao invés de mata-la, Costinha resolve transar com ela e como na história original entregue o coração de um animal para a rainha. A participação de Costinha é hilária!!! Até quando ele entrega o coração para a rainha comer, a cena é engraçadíssima! 

Após fugir do caçador, Clara das Neves encontra os 7 anões, todos tarados! Opa...todos não! Menos um, que era gay! Esse anãozinho gay rende também boas risadas, por que ele fica enciumado, pois todos os outros agora só querem saber de Clara das Neves e não mais dele! E ela tenta seduzi-lo, mas em vão! E o anão que seria o mudo Dunga, era uns dos mais tarados, e sempre estava ali com Clara das Neves. E esse anão tinha um aspecto meio bizarro! Mas Clara encarava todos....

E o final? Bom o final é diferente da original, pois Clara das Neves prefere ficar com os anões tarados do que com o príncipe! E o príncipe para não ficar sozinho, fica com o anãozinho gay!!! Hilário! E todos gozaram felizes para sempre!!

Procure o filme no Youtube e divirta-se!




domingo, 21 de setembro de 2014

SUPERMAN - O FILME (1978)



Antes da era digital, o cinema era mais introspectivo onde prevalecia era o roteiro! Filmes com super-hérois era raríssimos, até por que as condições tecnológicas de antigamente impediam a produção deste tipo de filme, sem que virasse uma completa piada nas telas. O que isso mudaria em 1978 com a estreia de SUPERMAN - O FILME!

 SUPERMAN - O FILME catapultou para a estratosfera a imaginação de um herói verdadeiro, onde os valores morais ainda tinha certa revelia no fim dos anos 70. O filme não só trazia para a tela grande uma personagem da cultura pop, como foi um marco para a época tanto nos efeitos especiais, como um roteiro robusto que fez as plateias do mundo inteiro acreditar que um homem podia voar!

"Você vai acreditar que o homem pode voar!" Esse era o slogan do filme na época do seu lançamento. Realmente, o que vimos nas telas impressiona em termos das cenas de vôos do herói. Isso em uma época que não se tinha computação gráfica, onde todos os efeitos de vôo eram feitas "no braço"! Não só as cenas de voô, mas a trilha sonora, a atuação dos atores, a direção, tudo funciona no filme! Superman realmente estava voando...

                   

O sonho começou a ser moldado quando os Alexander e Ilya Salkind conseguiram os direitos de filmar o herói. O primeiro passo foi garantir nomes de "peso" do cinema da época para dar credibilidade ao filme. O primeiro foi Mario Puzo, roteirista do "O Poderoso Chefão", foi contratado para escrever o roteiro de dois filmes, que seriam rodados ao mesmo tempo. Outra inovação do filme para a época.  Para uns dos papéis principais foram escalados a lenda viva Marlon Brando, no papel de Jor-El. Brando recebeu a quantia de 2 milhões de dólares para apenas ficar em torno de 20 minutos no filme. Salário este maior do que todos os outros atores do filme somados que trabalharam a película toda. Outra inovação!!! No outro papel, Gene Hackman como o inimigo, Lex Luthor. Só no nome destes dois, era suficiente para atrais os investidores, e a pré-produção teve inicio.

Mas quem iria dar vida ao Supermam? Os produtores queriam um nome também de peso para o herói, como Robert Redford e Paul Newman. Mas para o diretor,  Richard Donner, Superman deveria ser vivido por um completo ator desconhecido. O escolhido foi Christopher Reeve, e aí, o homem já podia voar. Reeve ficou tão perfeito no papel, que hoje é quase impossível dissociar sua imagem do Homem de Aço. 

Mas nem tudo foi fácil para completar o filme. Várias brigas entre os produtores e o diretor atrasaram a produção. A base da discussão era que Richard Donner queria uma história mais perto da realidade, e já os produtores queria algo mais cômico, perto do que se lia na histórias em quadrinhos do Supermam na época.  O resultado foi que no meio da produção do segundo filme (já com o primeiro em exibição dos cinemas do mundo inteiro), Donner foi demitido. Boa parte do elenco foi-se com ele, como Brando e Hackman. O resultado final que vimos na tela no primeiro filme e segundo é uma mistura das duas idéias de Donner e dos produtores. O que claro ficou mais evidente no segundo filme, e desencabou total na comédia no terceiro filme.

Apesar que as continuações da franquia foram perdendo credibilidade durante os anos, o primeiro filme tornou-se um marco na história do cinema, e abriu as portas para filmes com heróis em quadrinhos. Sim, o homem podia voar!!!

                                








terça-feira, 24 de junho de 2014

ESPECIAL IRWIN ALLEN II - TERRA E GIGANTES - SÉRIE DE TV


E vamos dar continuidade a maior um post em homenagem ao mestre do desastre: IRWIN ALLEN. Aqui, vamos conhecer um pouco de outra série do mestre: TERRA DE GIGANTES. Dizem que Irwin Allen teve um sonho e se inspirou em realizar a série, outros dizem que ele era fã da história “As Viagens de Gulliver”, e o mais chatos afirmam que se inspirou no clássico “O Incrível Homem que Encolheu” de 1957. Seja qual for, a série é excelente, apesar de cara para época, custando em torno de 250 mil dólares por episódio, sendo que a construção de cenários e objetos gigantes eram os itens mais caros da produção. 


A série foi exibida nos anos 60, e ela acontece em um futuro próximo, em 1983 para ser exato, o que hoje é o passado distante. Como é a premissa da história? Tripulantes e passageiros da nave sub-orbital Spindrift partem para uma viagem de Los Angeles a Londres. Aqui, já existia uma tecnologia na Terra onde as viagens aéreas domésticas eram realizadas em pequenas espaçonaves. Ao chegarem nos limites da atmosfera, o Spindrift (nada mais, nada menos que a Jupiter II, da série Perdidos no Espaço, que acabou recebendo umas readaptações e sendo reaproveitada), é colhido por uma tempestade espacial e transportado para um misterioso planeta que parece bem parecido com o nosso, mas com cerca de 12 vezes o nosso tamanho. Porém, os habitantes e tudo o mais são em tamanho "gigante" e os viajantes se veem como "pequeninos". Os gigantes, em sua maior parte, são seres perigosos e desejam capturar os “Pequeninos”, visto que a tecnologia dos gigantes está 50 anos atrasada em relação à Terra. No decorrer dos episódios, são vistos outros humanos que também caíram no planeta, ou mencionados outros que por lá também  passaram.


As dificuldades são muitas, e os personagens são bem caricatos. Por exemplo, o passageiro Alexander Fitzhugh é um covarde golpista, que nunca está disposto a ajudar e acaba até colocando o grupo em risco por diversas vezes. Há também muita discussão entre o precavido Capitão Burton e o engenheiro Mark Wilson, que muitas vezes perde a noção do perigo, tamanho é seu desejo de retornar a Terra. Para se ter uma ideia da fragilidade dos Pequeninos, como tudo é gigantesco no planeta, uma gota d’água ou um inseto podem até matá-los.

Não há muitos detalhes do governo dos gigantes mas o mesmo aparenta ser um Estado totalitário que oferece uma recompensa pela captura dos viajantes, pois temem a tecnologia terrestre superior. Existe uma polícia secreta à la KGB, controlando tudo e todos. O nome da polícia é SID (Special Investigation Department), cujo integrante é o sádico inspetor Kobik. Alô guerra fria!

Logo após o pouso forçado, os viajantes passam a viver frequentemente em perigo, com muitos sendo capturados e obrigando seus colegas a ações para resgatá-los. Criam alguns utensílios, usando barbantes como cordas, pregadeiras ou clips como ganchos. Constantemente defrontam-se com os animais gigantes, principalmente gatos. A nave é inoperante após a queda e é escondida numa floresta próxima a uma cidade, servindo de abrigo. Apesar de não confiarem nos "gigantes", em vários episódios os viajantes estabelecem alianças com alguns deles, buscando benefícios mútuos.

Em nenhum momento é mencionado o nome do planeta dos gigantes, mas eles conhecem a Terra e outros planetas do Sistema Solar. Provável que a localização do planeta gigante deva estar em uma dimensão paralela, que pode ser acessada por meio de uma misteriosa “fechadura”, algo que também é do conhecimento de alguns dos gigantes. Outra informação que é passada ao longo dos episódios é que os habitantes desse planeta não possuem naves espaciais tripuladas, explicando assim o não aparecimento de nenhum gigante aqui na Terra.


Nos anos 60, onde ainda não existia a computação gráfica, entra o charme da série em recriar o mundo gigante. Para dar maior impressão de que os atores gigantes realmente tinham alguns metros de altura, as cenas eram filmadas de baixo para cima, a uma certa distância. Em outros momentos, quando um gigante agarra uns dos pequeninos, as cenas mostravam apenas as pernas se movimentando, um efeito mecânico por entre a mão fechada do gigante. A equipe de criação e design era muito competente e conseguiu reproduzir bem alguns objetos em grandes dimensões, como hidrantes, câmeras, coleira de um cão, um esfregão ameaçador, tubos de ensaio, uma galinha com fome, drenos, rédeas de um cavalo, entre outros. Mas apesar dos gigantes falarem a mesma língua dos humanos, a escrita não é a mesma.

Uma grande série (no sentido mesmo da palavra!) que marcou uma geração como  a minha!


domingo, 6 de abril de 2014

POLTERGEIST - O FENÔMENO (FILME 1982)

"ELES ESTÃO AQUI!"

Poltergeist (do alemão poltern, que significa ruído, e geist, que significa espírito) é um tipo de evento sobrenatural que se manifesta deslocando objetos e fazendo ruídos. No fenômeno poltergeist um espírito perturbado usa o indivíduo para se manifestar, às vezes de forma agressiva, fazendo objetos como pedras, por exemplo, voarem pelos ares atingindo objetos e outras pessoas. Mas este não é foco deste post, e sim sobre uns dos filmes mais assustadores de todos os tempos, POLTERGEIST - O FENÔMENO, de 1982 escrito e produzido pelo mago Steven Spielberg e dirigido por Tobe Hooper, com trilha sonora de Jerry Goldsmith.

O filme trata de um clichê dos filmes de terror, uma casa mal assombrada habitada por uma família comum. É provável que o filme de maior sucesso com este tema seja O Horror de Amityville, de 1979. Neste caso, era baseado em uma história real, já Poltergeist é uma ficção (com elementos reais), o que deu aos roteiristas a oportunidade devcriar uma história assustadora. O filme é bastante parecido com um episódio da série de TV americana "Twilight Zone" chamado "Little Girl Lost", que teria servido de inspiração para a obra.

A família do filme é composta por Steven (Craig T. Nelson), sua esposa Diane Freeling (JoBeth Williams), os filhos Dana (Dominique Dunne), Robbie (Oliver Robins) e a caçula CarolAnne (Heather O'Rourke). Tudo ia bem até que CarolAnne começa a conversar com a TV e moveis se movimentam pela casa. Durante uma tempestade, em que um árvore ganha vida, a pequena caçula desaparece dentro do armário de seu quarto. A partir daí, a família começa a se comunicar com a menina pela TV. Uma equipe de parapsicólogos e uma poderosa médium são contratados para tentar trazer CarolAnne de volta. Mas a tarefa não será fácil, pois terão que enfrentar espíritos furiosos e manifestações demoníacas. A explicação para o está ocorrendo é que a casa foi construída em cima de um antigo cementério. Nada mais justo do que os antigos inquilinos (os mortos) reivindicarem seu antigo lar. A cena mais assustadora do filme é a participação de um palhaço de brinquedo que tenta sufocar uns dos filhos do casal. O que ele estava mesmo sendo sufocado pelo palhaço!! Tente assistir esta cena sozinho, em dia chuvoso e de madrugada, numa casa de campo isolada.

 
Esse filme apresenta uma lenda dele ser amaldiçoado, pois muitos do elenco tiveram mortes violentas ou sem explicação. Veja e se assuste:
Dominique Dunne
  • Dominique Dunne (Dana Freeling): O namorado dela, John Thomas Sweeney, era muito ciumento! Com a carreira de Dominique em ascensão, John foi ficando cada vez pior e chegou a espanca-la algumas vezes. Claro que ela pediu o fim do namoro, o que ele não aceitou, até que ele invadiu a casa dela e a estrangulou. Depois de alguns dias em coma, ela faleceu. Isso foi logo depois do primeiro filme ser lançado, o que no segundo Poltergeist, ela nem é mencionada.
  • Julian Beck (Reverendo Henry Kene): vilão do segundo filme, morreu em 1985 durante as filmagens da continuação de câncer no estômago.
  • Will Sampson (índio Taylor): morreu pouco depois do lançamento do segundo filme por complicações em uma cirurgia cardíaca em 1987.
  • Heather O´Rourke
  • Heather O'Rourke (Carol Anne):  morreu logo após o fim das filmagens de "Poltergeist III", com apenas 12 anos de idade. Em uma manhã no fim de janeiro de 1988 ela amanheceu muito doente, e vomitava com frequência e desmaiou, sofrendo uma parada cardíaca. Ela chegou a ser levada ao hospital mas acabou falecendo. O que dizem é que o diagnóstico estava errado, o que a garota tinha era uma bloqueio intestinal que ela possuía desde o seu nascimento.
  • Beatrice Straight (doutora Lesh em "Poltergeist I"):  morreu aos 86 anos de pneumonia em 2001.
  • Brian Gibson (diretor de "Poltergeist II"): morreu em 2004 aos 54 anos vitima de Sarcoma de Ewing (Câncer nos ossos), sendo esta doença deveras rara em um adulto.
  • Geraldine Fitzgerald (avó de Carol Anne): morreu do mal de Alzheimer em 2005 aos 91 anos.

Além destas mortes, diversos casos estranhos acontecera, vejam alguns:

  • Zelda Rubenstein, em uma sessão de fotos para o filme "Poltergeist III", uma dasfotos apareceu uma luz brilhante obstruindo seu rosto, no mesmo momento que sua mão havia falecido.
  • A casa em que o primeiro filme foi gravado foi destruída com um terremoto no ano de 1994.
  • Na macabra cena aonde o ator Oliver Robins era sufocado por um palhaço, algo aconteceu de errado e ele estava realmente sendo sufocado. Olha aí o palhaço de novo.
  • JoBeth Williams contou que quando voltava para a casa depois das filmagens do filme os seus quadros estavam todos tortos, ele os indireitava, entretanto quando voltava das filmagens no dia seguinte os quadros estavam novamente tortos.
  • No momento que o namorado de Dominique Dunne a estrangulava ele ouvia a trilha de "Poltergeist I" no volume máximo para encobrir o barulho.
  • Em Potergeist III, os atores não queriam gravar pois estavam com medo da maldição, nesta fase 5 pessoas do elenco já haviam falecido. Por isso muitos dos atores do primeiro filme nem aparecem neste terceiro longa.
  • A quanta parte da franquia já estava em pós-produção, com a morte de Heather acabou sendo cancelada.
  • JoBeth Williams confirmou a história de que nas filmagens do primeiro filme, foram usados esqueletos reais, sendo estes mais baratos do que os de plásticos. Seria esta a explicação pela maldição do filme?

O filme teve ainda duas seqüências: Poltergeist II - o Outro Lado (1986) e Poltergeist III - O Capítulo Final (1988). Poltergeist 4 estava em pró-produção, mas foi cancelado. Depois de 25 anos de Poltergeist, produtores queriam realizar a 4 edição do filme, com o papel da Carol Anne iria ficar a irmã de Heather O'Rourke a semelhança das duas era evidente.