segunda-feira, 17 de março de 2014

OS EMBALOS DE SÁBADO A NOITE - 1977


Este é um daqueles filmes que marcaram uma época. Os produtores souberam passar para as telas, toda uma geração, a geração da Era Disco! Calças boca-de-sino multicoloridas, laquê no cabelo, cabelos Black Power, pílulas anticoncepcionais, costeletas, e outras... O filme conta como é o dia-a-dia de Tony Manero, interpretado por John Travolta. Aliais, foi esse filme que fez de John Travolta um astro do cinema.  

Antes de falar do filme, não posso deixar de comentar a trilha sonora composta pelo Bee Gees. As músicas do filme ficaram em primeiro lugar por várias semanas naquele ano de 1977. E até hoje, em qualquer festa dance tem que tocar as músicas do filme!! Quem tem mais de 35 anos sabe do que eu estou falando...

Tony Manero (J. Travolta), é um típico jovem que mora na periferia de uma grande cidade. Trabalha num emprego que ele detesta, ganhando pouco, tem uma família simples, onde o pai vive desempregado, sem nenhuma perspectiva de melhorar...Mas quando chega sábado a noite, Tony se transforma no rei das discotecas!! Enquanto de dia, Tony não é ninguém, a noite, na pista de dança, ele se torna um deus, ídolo de todos! Somente na pista de dança é que Tony consegue ter sua auto-afirmação. Mas quando acaba o fim de semana, e chega a segunda, a vida de Tony, volta a ser chata, sem graça e sem nenhuma melhoria.

Outra peça no filme é uma garota que Tony conhece e se apaixona, Stefanny. Eles  começam a ter um relacionamento, mas são muito diferentes! Enquanto Tony é imaturo, ela faz o tipo mais inteligente. As vezes, ela zomba dele, e ele acha que ela o esta elogiando! Assim, o filme mostra, também, que duas pessoas muito diferentes podem ter um ótimo relacionamento. Seja de classe social diferente, idades diferentes, etc...

O interssante do filme é que mostra que qualquer um pode ser alguém, desde que tenha talento para algo, o que com certeza todos nós temos!

Então, deixe o cabelo crescer, e vista aquela sua jaqueta roxa com bolinhas amarelas e caia na gandaia....



terça-feira, 11 de março de 2014

SESSÃO COMÉDIA - Séries de TV - 1987 à 1988

 

Quase no final dos anos 80, finalmente a TV brasileira incorporou a sua programação as famosas comédia de costumes, as sitcoms, tão comum na rede americana de televisão! A Rede Globo foi um das pioneiras neste segmento, o que foi seguido por outras emissoras. Talvez fosse programas como tapa-buraco (deviam ser mesmo!), ou que a grandes rede americanas impusessem em seus contratos a obrigatoriedade em adquirir esses enlatados em pacote com filmes de sucesso, por exemplo! A Rede Bandeirantes (BAND) e o SBT, também investiram neste segmento, e podemos encontrar até hoje na programação destas redes, muitas das vezes em horários ingratos, como a madrugada. Enfim, quase no final dos anos 80, podemos ter uma ideia de como eram estas sitcoms.

 Nesta época, as sitcoms, tinham como pano de fundo em suas história desencontros e mal entendidos do cotidiano, e algumas vezes chegando a beira da loucura, sempre usando o sacarmo e a ironia como catalisadores do riso. Mesmo assim, as situações se pareciam bem com os telespectadores. No fim das contas, eram histórias de pessoas comuns vivendo juntas. 

Para estas primeiras sitcoms, a Globo reservou o fim da tarde de segunda a sexta, em que cada dia, tínhamos uma série diferente. Eram estas:

SEGUNDA-FEIRA - AS SUPER GATAS


Uma ideia simples: quatro senhoras vivendo juntas em uma casa na cidade de Miami, mas muito diferentes entre si (o que mais cotidiano do que isso?). As senhoras eram: Rose, a atrapalhada e sem muita inteligência, Blanche quase uma ninfomaníaca, Dorothy a mais sarcástica e irônica, e Sofhia (mãe de Dorothy) excêntrica e sempre com uma história da sua juventude na Sicília. A atriz Estelle Getty (Sofhia) é apenas 73 dias mais jovem que Beatrice Arthur (Dorothy - sua filha no seriado), mas que não interferia na caracterização das personagens como nas novelas no Brasil. Nos E.U.A. a série durou 7 anos, sempre os 10 programas mais assistidos.   

TERÇA-FEIRA - PRIMO CRUZADO

Nas terças, entravam as histórias de dois primos bem diferentes: o caipira Zeca e o suburbano Larry, sendo que as diferenças culturais dos dois era ponto alto da série. O título em português vem do momento em que o Brasil vivia com o Plano Cruzado. Na serie original, Zeca se chamava Balki e vinha de uma ilha da Grécia, já a adaptação no Brasil, Balki virou Zeca e vinha do interior de Minas Gerais, inclusive com sotaque mineiro. Essa excelente adaptação agradou em cheio o publico que se identificou com as piadas usando o Brasil como pano de fundo. Talvez tenha sido a série com maior sucesso, por que no fim da Sessão Comédia, ela ainda continuou passando aos sábados a tarde.

QUARTA-FEIRA - CARAS & CARETAS


No meio da semana, entrava o conflito de gerações dentro de uma família, só que de forma inversa. Aqui, os pais eram moderninhos, meio que hippies, e os filhos totalmente caretas. Um exemplo: enquanto o pai usava roupas descoladas, o filho usava terno e gravata. Foi nesta série que o ator Michael J. Fox ganhou fama mundial, sendo hoje uns dos grandes astros do cinema, principalmente com a série De Volta para o Futuro. Apesar do tom de conflito, a série nunca entrava no mérito moralista, usando o bom humor para lidar com a educação e o crescimento dos filhos.

QUINTA-FEIRA - O PODEROSO BENSON
Política é uma piada no Brasil? Na quinta, podíamos rir de um pouco disso. Aqui, o mordomo negro Benson Dubois trabalha na casa do atrapalhado governador Gene Gatling, sendo honesto e sempre querendo ajudar seus eleitores...pronto..pode começar a rir, leitor!! Benson acaba virando um conselheiro do governador nos momentos de crise, devido a sua grande inteligência e astúcia. Mas o riso rolava solto quando Benson "enfrentava" a governanta alemã da casa, a senhora Kraus. As tiradas entre os dois e base da série. No ultimo episódio, que não foi exibido no Brasil, Benson se candidata para o governo, concorrendo com seu próprio ex-patrão, mas o resultado não foi mostrado.

SEXTA-FEIRA - A SUPER VICKY



Sexta entrava em cena, a robozinha Vicky, como já não bastasse ser difícil criar adolescentes. O inventor Ted Lawson cria Vicky e a leva para casa, para interagir com sua familía, principalmente com seu filho. As confusões começam por que Vicky parece ser uma criança normal, mas todos tentam esconder que ela é um robô. E ainda ela leva as falas dos outros ao pé da letra. A série fez algum sucesso, e teve 4 temporadas.

Estas era as séries que estavam nos fins de tarde na Sessão Comédia, o que na minha opinião é bem melhor que a tal da Malhação! E voce, o que acha?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

JONNY QUEST - Desenho - 1964



Uma das grandes animações que marcou uma geração inteira! Jonny Quest é um desenho animado de aventura sobre um garoto que acompanha seu pai em aventuras pelo mundo todo. A série foi ao ar entre 1964 e 1965 pelos estúdios Hanna-Barbera, o mesmo dos Flintstones, Jetsons, entre outros. Diferente de outros títulos da Hanna-Barbera, que sempre apresentavam um tom cômico, e e na sua grande maioria com animais falantes, Jonny Quest foi a primeira produção com uma textura realista. A forma de animação, também foi um diferencial, pois saia dos personagens estáticos e cenários que se moviam e passava a ação toda para os próprios personagens! Isso tudo, numa época sem o uso dos computadores!! A ideia de conceber o desenho foi de Doug Wildey.

A aventuras giravam em torno das passagens do Dr. Benton Quest, pai de Jonny, que era um cientista a serviço do governo americano e sempre se envolve em  caçadas a espiões orientais (fruto do medo comunista), nazistas, monstros (lobisomens, gárgulas, múmias...) e claro cientistas loucos como o Dr. Zin, que aparace em vários episódios. 


Jeff Chandler - Ator que inspirou o visual de Bannon
O melhor amigo de Jonny era Hadji Singh é um garoto indiano de 11 anos, que sabia fazer mágicas como levitação e desaparecer objetos. Ele entrou a partir do segundo episódio, intitulado Aventura em Calcutá. O personagem Hadji era uma clara tentativa de aproximar os Estados Unidos dos países de cultura Islã, que estavam na mira dos comunistas! A guerra fria tinha chegado aos desenhos! A dupla de meninos, tinha um cão, Bandit, um pequeno buldogue inglês que pertence a Jonny. Bandit não faz jus ao seu nome, pois ele é medrosos e sempre entra em confusão! Ás vezes ele piora as situações e em outras salva. Era o personagem cômico da série. Tenho certeza que na época do laçamento do desenho, muito cãozinhos foram batizados de Bandit!

Depois da série original de 1964, ainda teve mais duas séries, "As Novas Aventuras de Jonny Quest" de 1986 a 1987, com 13 episódios e "As Incríveis Aventuras de Jonny Quest" 1996 a 1997,  com 56 episódios. Aqui, a novidade era a presença da filha de “Race” Bannon, Jessie.  Nenhuma retornou o charme da série original! Jonny Quest teve apenas 26 episódios, devido aos altos custos da produção e o pouco retorno em audiência na sua estréia. Mas depois de mais de 40 anos, ainda é reprisado na TV!
ABERTURA


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Especial IRWIN ALLEN - Túnel do Tempo - Série de TV






Aqui começa uma série de postagens neste blog sobre IRWIN ALLEN, o mestre do desastre! IRWIN ALLEN foi um grande produtor de cinema e de séries de TV nos anos 60 e 80! Para começar esta pequena homenagem, vamos falar de um série de TV de ficção cientifica: TÚNEL DO TEMPO! A série tinha tudo para dar certo. IRWIN ALLEN pode aproveitar cenas dos inúmeros filmes antigos de sua produtora, a 20th Century Fox, para recriar períodos, reduzindo assim os custos da produção. Mesmo assim, só durou um temporada com 30 episódios!

A série contava a história das aventuras no tempo de dois cientistas: Doug Phillips (Robert Colbert), e Tony Newman (James Darren). Os dois cientistas trabalham para o governo americano no projeto super-secreto chamado de Tic-Toc, como a batidas de um relógio! O projeto é sobre uma máquina do tempo, com o poder de teletransportar pessoas ou objetos através do tempo. Para provar a um politico que o projeto Tic-Toc não era um desperdício do dinheiro público, Tony e Doug entram no Túnel e vão para o passado. E claro que ocorre problemas, e a máquina não tem força suficiente para trazê-los de volta.  Assim, os dois heróis ficam vagando pelo tempo, encontrando e presenciando grandes situações da história humana! Até mesmo ajudando figuras importantes do passado a escrever seus nomes na história. Uns dos pontos da série é que ao fim de cada episódio, era um "gancho" para o outro! E naqueles tempos (anos 60), ainda da ressaca do pós-guerra e com a Guerra Fria em plena ascensão, os episódios sempre tratavam de mostrar os americanos como os grandes salvadores do mundo!  O que acontece até hoje nos filmes americanos!

Havia algumas contradições nos episódios, como por exemplo no primeiro, onde Tony diz que nasceu em 1938. E ai, três episódios depois, ele afirma que tinha 7 anos em 1941. Um baita erro grosseiro! Isto irritava alguns fãs mais fanáticos, os roteiros era quase sempre fracos! Apesar disso é lembrado até hoje!

E Tony e Doug nunca conseguiram voltar.....



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ODYSSEY - Vídeo Game (1978)


Quando se fala em vídeo games antigos, precisamente do final dos anos 70 e começo dos 80, a primeira lembrança que vem a nossa cabeça (precisamente naqueles com mais de 30), é o ATARI. Mas,também temos temos um console que também fez história por aqui. Era o ODYSSEY,  fabricado pela Magnavox e lançado em 1978 pela Philips. Apesar de ter sido lançado em 1978, o ODYSSEY só chegou ao Brasil em 1983. 

Naquela época, 1983, para mim, jogos eletrônicos só aqueles jogados em lojas de fliperama. Antes só o tele-jogo (em breve um post aqui). Nestas lojas, comprávamos fichas e ao colocar na máquina, tínhamos alguns minutos de aventura. A molecada gastava toda a mesada, além de horas e horas fora da escola e dos estudos! Imagine, quando surgiu a oportunidade e ter em casa uma daquelas máquinas em tamanho bem reduzido? Para jogar o dia inteiro? A criançada pirou!! Queria a todo custo!! Tanto é que muitos dos jogos das lojas de fliperama foram adaptados a nova mania!

ODYSSEY vinha com um sistema de vídeo game prata incorporado a um teclado alfa numérico com aparência de um computador. Ele apresentava uma aparência de computador com aquele teclado. Apesar de que não usarmos todas as teclas, só algumas. E além disso, vinha  com o game “Space Invaders” exclusivo para ele. Mas na guerra entre ODYSSEY X ATARI, o ATARI levou a melhor. Isso por que, o ATARI teve mais jogos lançados, e era mais barato. Outro detalhe, era que muitos jogos do ATARI puderam ser pirateados, e do ODYSSEY não.

Os jogos eram o mais variados possíveis, e tinha um até com o Didi Mocó. Sim, o dos trapalhões. O nome do jogo era Didi na Mina Encantada. Na realidade, o jogo era cópia direta de outro chamado de Pick Axe Pete! A única diferença era a capa do jogo, que no Brasil tinha a caricatura de Didi. Não se percebia nada por que os gráficos eram muito ruins e não dava para perceber a semelhança com o trapalhão da TV.Uma excelente ideia. Mas como era o jogo? Didi está na misteriosa Mina Encantada, cheio de ouro. Uma mina cheia de perigos com pepitas de ouro gigantes rolam o tempo todo, profundos buracos surgem  o nada. E ainda tinha pedras enormes ameaçando nosso herói. Didi tem uma picareta que o defende, e sai em busca não só do ouro, mas em busca de chaves que abrem as portas para novos tesouros.

Hoje o ODYSSEY está esquecido, onde o medalhão ATARI ainda é lembrado, mas não há como negar que o ODYSSEY deixou sua marca na história dos video games.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

TUBARÃO - O FILME (1975)

MEDO DE ENTRAR NA ÁGUA?
Você tem medo de altura? Medo de insetos, cobras, escorpiões? Até o medo do escuro, muito comum entre as crianças? Medo da morte? Encontramos várias fobias, mas depois 1975, a hidrofobia aumentou consideravelmente! Isso por culpa de Steven Spielberg, o diretor do filme TUBARÃO! Hidrofobia é o medo de água!

Quem foi ao cinema em 1975 para assistir esse clássico do cinema, saiu com um temor horrível de entrar no mar, mesmo naqueles em que não viviam em uma cidade costeira. Na época, o mundo inteiro comentava o filme,  e as possibilidades dele ocorrer  de verdade! O suspense que Spielberg conseguiu imprimir no filme, foi digno (ou mais!) de qualquer obra de Alfred Hitchcock (1899-1980), o mestre do suspense. Quantas pessoas saíram do cinema assutadas? Basta dizer, que TUBARÃO foi o primeiro filme a ultrapassar mais US$ 100 milhões em bilheterias somente nos EUA, chegando ao mais de US$ 470 milhões no mundo todo. Custou quanto? Apenas US$ 9 milhões. Valor alto para os padrões da época.

                       

TUBARÃO é  baseado no livro de mesmo nome de Peter Benchley. O filme começa com uma garota morta, enquanto nadava, por um tubarão. O detalhe desta cena, é que em nenhum momento o tubarão aparece! Alias, ele aparece muito pouco, só dando as caras quase no fim do filme! No restante, são pequeno relances, acompanhado da trilha sonora. A trilha sonora do filme é de mestre John Williams, que muitos afirmam que a maior parte do suspense e medo que filme passa para o espectador é devido a sua trilha sonora feita por ele. Começa com uma batida simples e vai crescendo até um climax, no mesmo ritmo dos batimentos do coração do espectador do filme. Até hoje, o tema do monstro marinho é homenageado em vários outros filmes, desde dramas até comédias. Ouça a trilha sonora AQUI.

Como fazer um filme,onde o protagonista é um tubarão? Se fosse feito nos dias de hoje, a resposta é simples, por computação gráfica. Mas em 1975, isso era impossível. O bicho estão era mecânico, o que ocasionava muitos defeitos e claro atrasos de filmagem! o tubarão-mecânico de Spielberg quebrava a todo momento. Além de não funcionar, o tubarão-mecânico afundava, ou suas partes se estragavam na água salgada.Até mesmo um barco afundou de fato com a equipe de filmagem. Com todos estes problemas, o diretor aprimorou o suspense (não mostrava o bicho por completo), e criou uns dos maiores clássicos do cinema. Além do suspense, o drama foi incorporado. O policial, Martin Brody (Roy Scheider) se vê incapacitado de enfrentar o tubarão. E ainda sofre de hidrofobia. Depois de alguns ataques, ele é obrigado a ir para o alto mar, junto com um especialista, Matt Hooper (o oceanógrafo vivido por Richard Dreyfuss) e Quint (o pescador lobo-do-mar durão interpretado por Robert Shaw, 1927-1978).

A caçada ao tubarão em alto mar, é uma guerra entre humanos e uma força da natureza. Há uma fragilidade humana implícita nestas sequencias. Por que o tubarão ataca aquela costa tão pacifica? Simples, o tubarão está ali para se alimentar, e quem manda humanos invadirem seu território? A sensação que temos durante este terceiro ato é que somos meros "pedaços de carne'! Saímos do topo da cadeia alimentar! Saímos da arrogância de donos do mundo! Tente assistir o filme numa sexta feira a noite, e no outro dia tente realizar um mergulho numa praia qualquer! Pode gritar: "Maldito Spielberg!!!"

O filme teve sequências, sem a participação de Spielberg: Tubarão II (1978), Tubarão III (1983) e Tubarão IV - A Vingança (1987). Todas fracas, em comparação ao original!

domingo, 10 de novembro de 2013

IRMÃOS CORAGEM - NOVELA 1970



IRMÃOS CORAGEM - NOVELA 1970

O Brasil é o melhor em fazer novelas no mundo, isso todo mundo sabe, mesmo com algumas produções atuais ou recentes de gosto duvidoso. Essa fama toda vem quase toda (senão toda!) das décadas de 70 e 80, principalmente, onde a Rede Globo reinava absoluta neste quesito de entretenimento familiar. E é exatamente da década de 70, precisamente no início, 1970, a uue este post se dedica: A novela IRMÃOS CORAGEM!!! O primeiro clássico da teledramaturgia brasileira!

IRMÃOS CORAGEM foi escrita pela talentosa (e maior escritora de novelas de todos os tempos) Janete Clair com direção de Daniel Filho. Estreou no dia 8 de junho de 1970 e durou exatos 326 capítulos, ou seja, durou mais de um ano! Ela terminou em 12 de junho de 1971! A novela ainda juntava os atores mais populares da época: Claudio Marzo, Regina Duarte, Tarcísio Meira e Glória Menezes! A história lembrava muito um faroeste!

                           

A história conta a luta pela liberdade que se choca com os irmãos Coragem João, Jerônimo e Duda, que vivem na cidade de Coroado. A trama se inicia depois que João (Tarcísio Meira) encontra um grande diamante! João e sua família sofre várias injustiças do "dono" do local, o Coronel Pedro Barros (Gilberto Barros). Com tanta injustiça, João acaba virando um fora da lei, tornando-se um líder de um bando de garimpeiros também injustiçados. Para complicar mais ainda, Janete Clair ainda se apaixona pela filha do Coronel, Lara (Glória Menezes). Lara apresenta ainda várias personalidades, incorporando comportamentos que se alteram em reprimida (Lara), Diana (sensual) e Márcia (sensata). Demais para o galã-herói-bandido João Coragem! Os outros irmãos vivem papeis um pouco diferentes do irmão João. Jerônimo (Claudio Calvacanti), vira político, Duda (Claudio Marzo) deixa a cidade e vira jogador de futebol. No fim, Jerônimo e Potira (Lúcia Alves) morrem em uma emboscada por causa do diamante, e João acaba destruindo o tal diamante que foi o motivo por toda a desgraça.  O Coronel Pedro Barros queima sua casa e a cidade e morre. João, comos moradores da cidade, e começam a reconstruir a cidade.ao lado de Lara e Sinhana, reúne os moradores da cidade para reconstruir uma nova cidade, livre de todo jugo e exploração. 

A novela fez tanto sucesso, que deu mais audiência do que a final da copa do mundo de 70, a do tri-campeonato mundial. O jogo final entre Brasil e Itália foi num domingo, para sorte do esquete canarinho, já que a novela passou na segunda! Acredito que se tivesse sido no mesmo dia, a final tinha perdido feio! Ela toda foi feita em preto e branco, pois ainda era raro as transmissões a cores na TV naquele época. Uma grande novela que marcou um época e um povo ainda mergulhado na ditadura militar. Pode-se reconhecer na trama, uma certa crítica ao governo militar brasileiro. 

A Globo Marcas lançou a novela em oito DVDs. Vale a pena conferir! Mas esqueça o remake feita em 1995 que não supera o original!